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Galp fecha acordo com Savannah e entra na exploração de lítio

A petrolífera vai ficar com 10% do capital da empresa que detém a concessão de Covas do Barroso, em Boticas, por 6,4 milhões de dólares, um montante que será direcionado para a a conclusão do estudo de viabilidade da exploração da Mina do Barroso.

Carlos Gomes da Silva
Sara Ribeiro sararibeiro@negocios.pt 12 de Janeiro de 2021 às 09:42
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A Savannah anunciou que fechou um acordo de princípio com a Galp para a petrolífera entrar no atividade de exploração de litio que tem em Portugal. 

Em comunicado, a empresa britânica explica que a Galp Energia vai passar a deter 10% do capital da sua subsidiaria portuguesa que detém a concessão da Mina do Barroso por 6,4 milhões de dólares (5,2 milhões de euros), um montante que será direcionado para a a conclusão do estudo de viabilidade da exploração da Mina do Barroso, projeto no Norte do país que tem sido alvo de polémicas. A parceria estratégia entre as empresa ainda não está totalmente fechada, estando sujeito a um processo de diligência prévia. 

As empresas também estão a avaliar a assinatura de um contrato em regime de exclusividade, para a venda à Galp de 100.000 toneladas por ano de concentrado de lítio da Mina do Barroso, o que equivale a cerca de 50% da produção total anual.

"Estamos muito satisfeitos em anunciar a Galp como um potencial investidor e futuro parceiro estratégico no nosso projeto em Portugal e acreditamos que a Mina do Barroso terá um papel relevante na transição para a mobilidade elétrica na Europa", referiu David Archer, CEO da Savannah Resources,no mesmo documento.

Segundo o mesmo responsável, "a Galp é uma das empresas líderes, a nível europeu, no setor da energia e das renováveis, com compromissos assumidos para a transição energética e certamente que a sua experiência em projetos de larga escala será relevante para se avançar com o desenvolvimento responsável e sustentável da Mina do Barroso", acrescentou.

A empresa britânica acredita que em 2022 vai conseguir arrancar com a produção deste minério, pondo Portugal na linha da frente na Europa, como tinha dito ao Negócios o presidente executivo da empresa, David Archer.

De acordo com as previsões da Savannah, o concentrado de espodumena anualmente retirado da Mina do Barroso, posteriormente convertido em hidróxido de lítio, poderá ser utilizado para alimentar mais de 600 mil veículos elétricos por ano. Outra das futuras aplicações para o lítio que será extraído em Boticas pela Savannah será para a construção das baterias de armazenamento de energia solar e eólica.

Contactada pelo Negócios, a Galp não quis comentar. 

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