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Governo vai reforçar linhas de crédito garantido pelo Estado

As linhas de crédito de 6,2 mil milhões de euros estão praticamente esgotadas e o Governo vai lançar novas linhas, assegurou Pedro Siza Vieira.

Mário Cruz/Lusa
Rafaela Burd Relvas rafaelarelvas@negocios.pt 02 de Junho de 2020 às 10:59
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O Governo vai reforçar a dotação das linhas de crédito garantido pelo Estado, atualmente de 6,2 mil milhões de euros e já praticamente esgotado. O anúncio foi feito pelo ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, que está a ser ouvido, esta terça-feira, 2 de junho, na Assembleia da República. Desta vez, adiantou o ministro, a prioridade serão as micro e as pequenas empresas.

"Temos capacidade de abrir novas linhas de crédito, estamos autorizados pela Comissão Europeia a fazê-lo e vamos fazê-lo", declarou Pedro Siza Vieira, acrescentando que "a experiência com as atuais linhas de crédito foi importante para continuar a fazer chegar dinheiro às empresas ao longo do ano".

O ministro da Economia não adiantou, para já, qual será a dotação das novas linhas de crédito. O Governo português tem autorização de Bruxelas para conceder garantias estatais até ao limite de 13 mil milhões de euros. Já foram lançadas linhas no valor de 6,2 mil milhões, que se somaram a uma inicial de 400 milhões. Sobram, assim, 6,6 mil milhões de euros em garantias estatais que poderão ser concedidas no âmbito de linhas de crédito para apoiar as empresas afetadas pela pandemia.

Sobre as novas linhas, Pedro Siza Vieira esclareceu apenas o Governo está a "discutir com o sistema bancário qual a melhor forma de satisfazer a procura que não foi satisfeita". E foram as micro e as pequenas empresas que ficaram com maiores necessidade de crédito sem resposta, esclarecu ainda.

"A nossa prioridade é dirigirmo-nos a micro e pequenas empresas, que foram aquelas onde se verificou que há maior procura não satisfeita", frisou.

Na semana passada, segundo os dados do IAPMEI que foram avançados pelo Negócios, já tinham sido aprovadas operações de financiamento no valor total de 6,2 mil milhões de euros, mas menos de um terço deste montante tinha chegado às empresas. Entretanto, o montante das operações já contratadas entre a banca e as empresas acelerou e, até à data, segundo revelou Pedro Siza Vieira, totaliza 3.583 milhões de euros.

"Estas linhas fizeram chegar às empresas, em dois meses, o equivalente a um trimestre de todo o crédito concedido pela banca. O sistema bancário acabou por fazer chegar muito crédito às empresas", sublinhou o ministro.

Menos de 50 mil empresas pediram para prolongar lay-off

No que diz respeito ao período inicial do regime especial de lay-off criado pelo Governo para apoiar as empresas afetadas pela atual crise, foram aprovados 99 mil pedidos feitos por entidades empregadoras e foram feitos pagamentos de 321 milhões de euros, que correspondem a 99,9% dos pedidos aprovados, detalhou o ministro da Economia.

Foram ainda feitos 46.448 pedidos de prorrogação do regime especial de lay-off e pagos 130 milhões de euros neste âmbito.

Neste cenário, Pedro Siza Vieira considera que foi feito "um esforço muito grande para recuperar o ritmo de pagamento em função do ritmo muito significativo de pedidos que houve".

Apoios para regresso à atividade quase esgotados

Durante a audição, o ministro adiantou, ainda, que o programa Adaptar, destinado a apoiar as empresas no regresso à atividade, está perto de esgotar.

A linha deste programa destinada a apoiar as microempresas, no valor de 50 milhões de euros, já estava esgotada na semana passada e as candidaturas foram suspensas, tal como o Negócios noticiou.

Sobrava uma segunda linha, de outros 50 milhões de euros, destinada às pequenas e médias empresas (PME). Essa dotação, disse Pedro Siza Vieira, está "muito próximo de esgotar".

Notícia atualizada pela última vez às 11h52 com mais informação.
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