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Moratórias no crédito vão ser prolongadas por mais seis meses

A suspensão do pagamento dos empréstimos bancários vai ser estendida até 31 de março de 2021. Contratos de leasing para habitação e créditos ao consumo destinados à educação passam a ser abrangidos pelo regime público.

Negócios jng@negocios.pt 04 de Junho de 2020 às 09:25
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As moratórias no crédito vão ser prolongadas por mais seis meses e de forma automática, o que significa que as famílias e as empresas só voltam a pagar os empréstimos ao banco no final do primeiro trimestre do próximo ano.

 

Esta extensão da suspensão do pagamento dos créditos, que era também reclamada pela banca e cujo prazo terminaria no final de setembro, faz parte do plano de estabilização que será aprovado pelo Governo esta quinta-feira, 4 de junho, segundo o Eco.

 

Em cima da mesa está a possibilidade de o prazo das moratórias poder vir a ser ainda mais longo para alguns setores de atividade, como é o caso do turismo e das viagens, por estarem a ser mais afetados pela crise gerada pela pandemia.

 

Até ao final de abril, os bancos tinham recebido perto de 569 mil pedidos para a suspensão temporária do pagamento dos créditos, tendo aprovado quase 90% dos pedidos (cerca de 514 mil moratórias), segundo dados do Banco de Portugal.

 

A inclusão de outros tipos de contrato de crédito, até agora não abrangidos pelo regime público, deve avançar nesta segunda fase. É o caso dos contratos de leasing em imóveis destinados à habitação ou dos créditos ao consumo para pagar despesas com formação académica e profissional.

Na terça-feira, 2 de junho, o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, anunciou no Parlamento que o Executivo vai reforçar a dotação das linhas de crédito garantidas pelo Estado, atualmente de 6,2 mil milhões de euros e já praticamente esgotado, frisando que a prioridade serão as micro e as pequenas empresas.

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