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Grupo norueguês investe 80 milhões em Sines para "criar" salmão e bacalhau "made in Portugal"

Projeto para instalação de aquacultura prevê um viveiro, numa área equivalente a dez campos de futebol na Zona Industrial e Logística de Sines. Maiken Foods espera iniciar a construção no final deste ano.

D.R.
Diana do Mar dianamar@negocios.pt 28 de Janeiro de 2022 às 15:51
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A Maiken Foods, de origem norueguesa, prevê investir 80 milhões de euros na instalação de aquacultura para a produção de salmão e bacalhau em Sines. 

O anúncio foi feito pelo grupo em comunicado, após a assinatura, esta sexta-feira, de um contrato de reserva de dez hectares, ou seja, o equivalente a dez campos de futebol, na Zona Industrial e Logística de Sines, onde vai ser aplicada "uma tecnologia inovadora para a criação de salmão e bacalhau em viveiros de terra" desenvolvida pela Maiken Foods, aplicada em projetos semelhantes noutras geografias.

O projeto prevê um viveiro para a produção de 6.000 toneladas por ano que, além de Portugal, terão como principais mercados de destino outros países da União Europeia, com destaque para Espanha e França, indica o grupo que planeia iniciar as obras no último trimestre deste ano.

"Durante a fase de construção serão gerados 50 postos de trabalho, prevendo-se a contratação de 200 trabalhadores a tempo inteiro quando o projeto atingir a velocidade de cruzeiro", adianta a Maiken Foods, explicando que o projeto vai arrancar, numa primeira fase, com a produção de salmão, que irá absorver metade do investimento total, ou seja, 40 dos 80 milhões.

"Encontrámos em Sines as condições ideais para a instalação do nosso projeto, não só pelo acesso à água do mar, mas pelo preço muito competitivo das energias renováveis, fatores determinantes para o nosso processo produtivo", afirmou o fundador e CEO, Arve Gravdal, destacando que a tecnologia que o grupo detém "permite uma integração de toda a produção de forma sustentável".

"O bacalhau da Noruega vai passar a ser português. O prato nacional ter que ser confecionado com produto importado tem os dias contados", realçou, por seu lado, o CEO da aicep Global Parques - Gestão de Áreas Empresariais e Serviços, Filipe Costa, citado na mesma nota.
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