Heineken vai despedir até seis mil pessoas devido às "condições do mercado cervejeiro"
Empresa quer fazer uma redução de custos significativa. Dificuldade em entrar em novos mercados e menor procura por cerveja na base da decisão.
A cervejeira multinacional neerlandesa Heineken anunciou esta quarta-feira que irá extinguir cinco a seis mil postos de trabalho e justificou a decisão com "difíceis condições de mercado", tendo as suas ações subido 3,9% na abertura da Bolsa de Amesterdão.
Em comunicado da empresa, lê-se que a intenção é "aumentar a produtividade em larga escala para conseguir uma redução de custos significativa, eliminando entre 5.000 a 6.000 postos de trabalho nos próximos dois anos".
"Mantemos uma postura cautelosa em relação às condições do mercado cervejeiro no curto prazo", disse o diretor-executivo da Heineken, Dolf van den Brink, que já tinha assumido em janeiro que vai sair da empresa, após quase seis anos a dirigi-la.
Esta segunda maior cervejeira do Mundo, a seguir à AB InBev (Budweiser, Corona, Stella Artois, Skol, Brahma, entre outras marcas), está a enfrentar dificuldades de penetração e vendas, principalmente nos Estados Unidos da América e na Europa.
Em outubro, a Heineken já havia anunciado a eliminação ou transferência de 400 postos de trabalho como parte de uma grande reorganização de sua sede em Amsterdão, aproveitando as possibilidades da novas tecnologias disponíveis, numa empresa que conta com cerca de 87.000 trabalhadores em todo o Mundo.
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