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Kodak dispara 350% com contrato de produção farmacêutica

Aquela que já foi um dia líder no mercado da fotografia e que agora produz materiais avançados e produtos químicos, escalou depois de obter um empréstimo do governo norte-americano para produzir ingredientes para a indústria farmacêutica.

Bloomberg
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 28 de Julho de 2020 às 20:50
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A Kodak está a disparar em bolsa, tendo já chegado hoje a escalar 350% depois da notícia de que obteve um empréstimo do governo federal, no valor de 765 milhões de dólares, para ajudar a produzir ingredientes farmacêuticos – no âmbito de um esforço para reduzir a dependência face às fabricantes estrangeiras de medicamentos.

 

As acções da Kodak seguem agora a somar 225,57% para 8,53 dólares, depois de  já terem estado a negociar nos 11,80 dólares – contra um fecho nos 2,62 dólares na sessão de ontem.

 

A escalada deu-se após a notícia deste financiamento federal avançada pelo The Wall Street Journal.

 

Este empréstimo é o primeiro do género concedido nos termos do Defense Production Act, referiu o mesmo jornal.

 

Peter Navarro, conselheiro comercial da Casa Branca, tem prevista para esta terça-feira uma deslocação à sede da Kodak, em Rochester (Nova Iorque), para conhecer as instalações.

 

"Vai ser o renascimento do grande Estado de Nova Iorque enquanto potência industrial", declarou Navarro na Fox Business.

 

"O legado da Kodak nas películas fotográficas significa que a empresa tem conhecimentos periciais em matéria de substâncias químicas nobres", acrescentou, citado pela CNN.

 

A Kodak pretende agora "apoiar a auto-suficiência da América na produção de ingredientes farmacêuticos chave que são necessários para manter a segurança dos cidadãos", referiu por seu lado o CEO da empresa, Jim Continenza, em comunicado citado pela MarketWatch.

 

Recorde-se que a célebre Eastman Kodak, fundada em 1880, viu-se em grandes apuros, especialmente com a explosão da fotografia digital, tendo em janeiro de 2012 pedido de protecção contra credores para conseguir reestuturar-se e acompanhar a transferência do analógico para o digital.

 

Em 2013 saiu da situação de insolvência e em 2015 lançou uma linha de smarphones, tendo continuado a diversificar as suas áreas de atividade – e estando agora também a apostar na indústria farmacêutica.

 

 

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