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Trump tira o tapete à Kodak e ações afundam 43%

O empréstimo governamental de 765 milhões de euros, que garantiu subidas de mais de 200% às ações, foi suspenso até serem conhecidas as conclusões de uma investigação à conduta da empresa.

Bloomberg
Rita Faria afaria@negocios.pt 10 de Agosto de 2020 às 16:07
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As ações da Eastman Kodak estão a registar uma forte descida em bolsa esta segunda-feira, 10 de agosto, depois de o governo de Donald Trump ter anunciado que vai suspender um empréstimo de 765 milhões de dólares à empresa, que seria usado no desenvolvimento de medicamentos para o combate à covid-19.

Os títulos da Kodak descem 29,64% para 10,47 dólares, mas chegaram a afundar um máximo de 42,88% para 8,50 dólares, o que levou à sua suspensão temporária.

Esta evolução acontece depois de uma agência federal, a International Development Finance Corporation, ter anunciado na sexta-feira, através do Twitter, que iria suspender o empréstimo à empresa até que fossem conhecidas as conclusões de uma investigação sobre potenciais irregularidades na conduta da empresa relativamente ao referido empréstimo.

Em causa estão suspeitas de que a empresa poderá ter violado a lei, passando a notícia do empréstimo a alguns meios de comunicação antes de informar os acionistas. Essas suspeitas estão agora a ser investigadas pelo Congresso e pelo regulador e pela SEC, o regulador do mercado de capitais.

"As recentes alegações de irregularidades levantam sérias preocupações. Não prosseguiremos [com o empréstimo], até que essas alegações sejam esclarecidas",informou a agência, na rede social.

No dia 27 de julho, depois de alguns meios de comunicação terem noticiado o empréstimo, as ações da Kodak valorizaram quase 25%. Nos dois dias seguintes, após a confirmação formal, os títulos dispararam 203% e 318%.

A Kodak, que chegou a ter uma capitalização bolsista de 30 mil milhões de dólares, declarou insolvência em 2012 e desde então tentou por várias vezes reinventar o seu negócio. A aposta nas criptomoedas no início de 2018 também originou uma corrida às ações, mas a euforia desvaneceu-se pouco depois.


No ano seguinte saiu da situação de insolvência e em 2015 lançou uma linha de smartphones, tendo continuado a diversificar as suas áreas de atividade.

Mais recentemente, a empresa enveredou pela área farmacêutica, e tinha garantido o empréstimo do governo - o primeiro do género concedido nos termos do Defense Production Act – para produzir ingredientes farmacêuticos considerados essenciais no combate à pandemia.
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