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Lacerda dramatiza "fosso" português no investimento em inovação

O presidente da COTEC alertou que o menor orçamento disponibilizado para o conhecimento pode ser "fatal" para a competitividade das empresas portuguesas, que investem metade da média europeia nesta área.

Paulo Duarte/Negócios
António Larguesa alarguesa@negocios.pt 16 de Maio de 2017 às 12:55
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Francisco Lacerda considerou esta quinta-feira, 16 de Maio, que as empresas portuguesas estão "muito mais focadas no presente do que a imaginar os contornos do amanhã" e avisou que "ter a capacidade de imaginar cenários futuros não é suficiente" para a aumentar a competitividade, sendo urgente "capacitar as organizações com uma maior flexibilidade e poder de adaptação".

 

Apesar das condições económicas adversas nos últimos anos, Portugal tem "logrado manter a posição relativa" nos principais indicadores de inovação. Porém, o presidente da COTEC alertou que "esta distância poderá alargar-se nos próximos anos". É que, calculou, as empresas nacionais investem em conhecimento metade da média europeia e três vezes menos do que as empresas das economias líderes em inovação.  

 

"Há, por isso, um custo de oportunidade no aumento deste fosso, que se poderá revelar fatal para a nossa competitividade. Precisamos de investir hoje na competitividade de amanhã", acrescentou, notando ainda que a subida do investimento em inovação tem "o desafio paralelo de capacitar os recursos humanos para o realizar". 

 

No discurso de encerramento do Encontro Nacional de Inovação, em Matosinhos, perante uma plateia repleta de empresários e decisores públicos, Lacerda elencou três desafios fundamentais: maior intensidade de capital humano qualificado no espaço empresarial, de conhecimento nos processos de negócio e ainda de participação nas redes de inovação.

 

Depois da breve apresentação de um estudo que demonstra que as empresas inovadoras apresentam um desempenho económico e financeiro superior por comparação com o restante universo - incluindo maiores taxas de crescimento, presença internacional ou mais eficiência e rentabilidade -, o responsável reclamou que assim "fica demonstrado aquilo que a COTEC sempre afirmou: só através da inovação conseguiremos ter uma economia mais próspera e mais sustentável". 

 

"Mas as transformações exigidas nos próximos anos exigirão ainda esforços que estão para além dos recursos internos das empresas. (...) O domínio do conceito de inovação colaborativa é hoje uma competência crítica para a competitividade e sobrevivência, já que nenhuma empresa isoladamente tem os recursos suficientes para responder aos desafios colocados pelo mercado global", concluiu Francisco Lacerda. 

 

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