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Mutualista Montepio com prejuízo de 89 milhões

A Associação Mutualista Montepio fechou o ano de 2020 com prejuízos de 89 milhões de euros. Eleições estão marcadas para 17 de dezembro e contas serão votadas no final deste mês.

Virgílio Lima, presidente da Associação Mutualista Montepio, vai defender as contas no próximo dia 17
Luís Manuel Neves
Negócios jng@negocios.pt 15 de Setembro de 2021 às 12:40
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A Associação Mutualista Montepio registou prejuízos de 89 milhões de euros no ano passado, o que compara com os 6 milhões de euros de lucros registados no ano de 2019. Os efeitos da pandemia no Banco Montepio e o processo de reestruturação em curso na instituição são apontados como um dos principais fatores a pesarem nos resultados.

O resultado, segundo a administração presidida por Virgílio Lima, foi "fortemente penalizado pelos efeitos extraordinários não recorrentes, maioritariamente induzidos pelo contexto adverso, no montante de 151 milhões". O valor, lê-se no relatório e contas, "inclui a constituição de provisões e imparidades extraordinárias diretamente relacionadas com o impacto da pandemia (78 milhões). Houve ainda um reforço de 34 milhões de provisões técnicas decorrente do "teste de adequação das provisões matemáticas" para cobertura de respnsabilidades para com os associados. Existem também 28 milhões em provisões que resultam do reforço de "imparidades para imóveis de balcões encerrados", no montante de 11 milhões. 

O número de associados continua em queda, tendo descido para um total de 598.438 em 2020. São menos 3.346 face ao ano anterior, de acordo com o relatório e contas.

As contas relativas ao ano passado serão votadas numa assembleia-geral que está marcada para o dia 30 de setembro, que decorrerá no auditório da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa, na Cidade Universitária.

Eleições já têm data marcada
No mesmo dia em que publicou o relatório e contas, a Associação Mutualista Montepio anunciou que as eleições para os novos corpos sociais irão decorrer na assembleia geral de associados de 17 de dezembro. Para já, são apontados quatro nomes na corrida: Virgílio Lima, atualmente no cargo, deverá disputar as eleições contras Pedro Corte Real e Eugénio Rosa.

Segundo a informação disponibilizada sobre o ato eleitoral, os candidatos que se apresentarem às eleições para os órgãos sociais da mutualista terão de se submeter a registo prévio junto do regulador.

Revisores voltam a levantar reservas
A PwC volta a sublinhar que a Associação Mutualista Montepio "não demonstra capacidade para gerar resultados tributáveis suficientes que permitam recuperar parte substancial dos ativos por impostos diferidos registados", um tema que tem sido recorrente nos últimos anos.

"Os ativos por impostos diferidos, os capitais próprios e o resultado líquido do exercício, constantes do balanço e da demonstração dos resultados da Entidade em 31 de dezembro de 2020 e em 31 de dezembro de 2019, encontram-se sobreavaliados por um montante materialmente relevante, a magnitude do qual não estamos em condições de quantificar, dada a incerteza inerente às projeções dos resultados tributáveis", lê-se no documento anexo ao relatório e contas.
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