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Santos Silva arrependido garante que não quis "denegrir as empresas"

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros penitenciou-se pelas declarações em que criticou a "fraquíssima qualidade da gestão" do setor empresarial nacional assegurando que não quis "denegrir as empresas portuguesas nem a CIP".

Rodrigo Antunes/Lusa
David Santiago dsantiago@negocios.pt 30 de Dezembro de 2019 às 13:08
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Augusto Santos Silva está arrependido das declarações sobre as empresas portuguesas, sobretudo pela forma como as mesmas foram interpretadas. Em declarações à TSF, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros assegura que a respetiva intenção "nunca foi denegrir as empresas portuguesas nem a CIP (Confederação Empresarial de Portugal)".

"Se o efeito foi esse, só tenho quer me penitenciar", declarou o governante socialista à rádio sublinhando, porém, que aquilo que é dito "deve ser sempre encarado no contexto" em que as declarações são feitas.

Apesar da penitência, Santos Silva insiste que "independentemente da linguagem utilizada", ele próprio e a CIP convergem "num ponto: podemos e devemos melhorar a gestão das empresas portuguesas e a contratação de quadros qualificados é um dos melhores caminhos para o fazer".

"Devemos reconhecer os nossos problemas, não devemos disfarçar os nossos problemas. Todos nós sabemos que temos vários problemas que dificultam o desenvolvimento das empresas industriais portuguesas", prosseguiu o chefe da diplomacia nacional.

Este esclarecimento surge depois de ontem a CIP ter vindo a terreiro criticar a forma como o ministro socialista se referiu, de forma pouco diplomática, ao empresariado português, apontando que "um dos problemas das empresas portuguesas é a sua fraquíssima qualidade de gestão". A instituição liderada por António Saraiva defende que o "milagre económico" foi alcançado graças ao empenho dos empresários. 

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