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Só 7% dos empregadores preparam aumentos acima da inflação

Maioria das empresas prevê atualizações salariais abaixo da meta de 5,1% do acordo de rendimentos assinado pelos parceiros sociais.

O estudo da Mercer envolveu 527 empresas que operam em Portugal com 160.076 trabalhadores.
Getty Images
Negócios jng@negocios.pt 02 de Dezembro de 2022 às 09:29

Apenas 7% dos empregadores preveem em 2023 avançar com atualizações salariais acima da inflação, com a grande maioria a preparar aumentos que não superam os 4,9%, abaixo daquela que é a meta do acordo de rendimentos e competitividade assinado em outubro na Comissão Permanente de Concertação Social.

 

Os valores são avançados nesta sexta-feira pelo Expresso, a citar os resultados de um inquérito anual da consultora de recrutamento Hays às intenções de contratação e evolução do mercado laboral.

 

Segundo o estudo, que inquiriu 800 empregadores e mais de 3000 trabalhadores em Portugal, no próximo ano 14% das empresas perspetivam uma atualização salarial de até 2,4%, e 34% preveem subidas nas remunerações de entre 2,5% e 4,9%.

 

Há ainda 11% que pretendem manter salários inalterados e 2% que antecipam uma diminuição salarial.

 

Os resultados do inquérito apontam assim para 61% de salários cuja evolução será inferior ao referencial anual de atualizações de 5,1% acordado entre Governo, UGT e confederações patronais.

 

A percentagem de remunerações que não deverão acompanhar a inflação verificada neste ano deverá ser maior, depois de a inflação anual ter atingido os 9,9% em novembro. A estimativa do Governo para este ano é de 7,4%, com a Comissão Europeia a prever 8% de inflação para Portugal em 2022.

 

Segundo o estudo, 32% dos empregadores preparam subidas ente os 5% e os 9,9%, que poderão também acabar por ficar aquém da evolução de preços.

 

Há apenas 6% a antecipar subidas entre os 10% e os 14,9%, com 1% a prever avançar com atualizações entre os 15% e os 19,9%.

 

 

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