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Sonae Indústria passa de lucros em 2018 a prejuízos em 2019

A Sonae Indústria registou perdas de 13,4 milhões de euros em 2019, contra lucros de 11 milhões no ano precedente. Já as receitas aumentaram.

Negócios 31 de Março de 2020 às 22:22
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O resultado líquido da Sonae Indústria em 2019 foi de 13,4 milhões de euros negativos, valor que compara com o resultado líquido positivo de 11 milhões de euros em 2018.

 

A evolução do resultado líquido é principalmente explicada pela redução dos resultados da Sonae Arauco, pelas provisões registadas no quarto trimestre e pelo facto do EBITDA de 2018 incluir uma mais-valia devido à venda dos imóveis de uma unidade inativa, diz a empresa no seu comunicado das contas.

Já o volume de negócios consolidado atingiu 230 milhões de euros em 2019, uma melhoria de cerca de 4,5% face ao ano precedente (+9,8 milhões de euros), "devido ao nosso negócio da América do Norte (em moeda local, mas também beneficiando de uma evolução cambial favorável do dólar canadiano face ao euro de cerca de 6,1 milhões de euros)".

 

No último trimestre, o volume de negócios consolidado foi de 55,2 milhões de euros, um aumento de cerca de 3,9 milhões de euros quando comparado com o mesmo período do ano anterior, sobretudo devido ao negócio da América do Norte.

 

O EBITDA consolidado atingiu no ano passado cerca de 25,8 milhões de euros, uma redução de 3,5 milhões de euros face a 2018 – ano que beneficiou de uma mais-valia não recorrente de cerca de 3,2 milhões de euros no quarto trimestre, devido à venda dos imóveis da unidade inativa de Solsona.

 

Por seu lado, o EBITDA recorrente proporcional de 2019 foi de cerca de 63,9 milhões de euros (incluindo um efeito positivo de cerca de 4 milhões de euros resultante da aplicação da IFRS 16), 9,7 milhões de euros inferior a 2018, "devido a uma redução de 9,5 milhões de euros da contribuição da Sonae Arauco que se explica pelas condições de negócio mais difíceis e também pelo facto de o EBITDA recorrente de 2018 incluir o reconhecimento de um montante significativo de compensações de seguro".

 

O chairman da Sonae Indústria, Paulo Azevedo, sublinha no documento que "o ano de 2019 foi marcado por desafios maiores que o previsto para o nosso setor de negócios e para as nossas operações".

 

"Na América do Norte, a procura de aglomerados de partículas ligeiramente menor e a entrada de nova capacidade resultaram em alguma pressão de preços e tivemos algumas restrições na produção; o nosso negócio de laminados melhorou apesar de estar ainda afetado pelo nível do volume de negócios; e na Sonae Arauco enfrentamos condicões de negócio mais difíceis, em particular na Península Ibérica e África do Sul".

 

"Na sequência do exposto acima e após o reconhecimento de efeitos não recorrentes de 9,2 milhões de euros, em 2019 a Sonae Indústria registou um resultado líquido negativo de 13,4 milhões de euros, após três anos consecutivos de resultados líquidos positivos", diz Paulo Azevedo.

 

O presidente do conselho de administração da empresa refere que os resultados proporcionais foram afetados pela deterioração da rentabilidade da Sonae Arauco, levando a um EBITDA recorrente proporcional de 63,9 milhões de euros e uma margem de 10,5%, ambos abaixo dos valores atingidos em 2018.



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