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Start-ups de Aveiro "incubam" ideias cá dentro com visão mundial

Soluções de "software" educativo, impressoras 3D e novas tecnologias que permitem fazer fisioterapia em casa, são produtos que as start-ups da região estão a colocar no mercado

Alexandra Noronha anoronha@negocios.pt 23 de Abril de 2014 às 11:37
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Start-ups | Virgílio Bento e Francisco Mendes (à esquerda) e Amadeu Carvalho (à direita) contaram a história das suas empresas no Encontro Imprint Empreendedor em Aveiro.

 

 

A caixa que Francisco Mendes mostra à plateia do Imprint Empreendedor em Aveiro, promovido pelo Negócios e pela Caixa Geral de Depósitos, estava disfarçadamente no palco deste o início do encontro. Podia ser uma peça decorativa ou uma coluna de som, mas o fundador da BeEveryCriative desfez as dúvidas. É uma impressora em 3D, que qualquer um pode ter em casa.


"Criámos a primeira impressora portuguesa 3D Desktop", adianta o empresário. O aparelho é inovador "porque dá para transportar comigo. Tem o mesmo grau de dificuldade de uma impressora de papel. Pode ser usado por toda a gente: designers, arquitectos ou para prototipagem rápida na indústria", explica Francisco Mendes.


O produto da Endevour Lab, liderada por Virgílio Bento, procura também responder a uma necessidade que é quase impossível de atender sem custos elevados. "Estatisticamente, uma em cada seis pessoas vai ter um AVC na sua vida. Quando alguém sofre um AVC há necessidade de fazer uma reabilitação acelerada. Deviam ser 14 horas de reabilitação por semana, mas normalmente recebe duas. Não há fisioterapeutas e terapeutas operacionais que cheguem e os custos são enormes. A solução é usar a tecnologia para complementar o trabalho em casa, com um 'feedback' numa plataforma que permita ao médico prescrever e saber o que correu bem ou mal", explica. A empresa ainda não chegou ao mercado, mas já está a trabalhar com instituições para obter experiência.


Não é preciso uma grande ideia
Por sua vez, Amadeu Carvalho, administrador da Edubox, diz que "não é preciso ter uma grande ideia" para ter um bom negócio. "Simplesmente actuámos no mercado de uma forma que ninguém fez. Não tivemos nenhuma grande ideia", sublinha. O negócio da empresa é, como o nome indica, a educação.


"A Edubox nasceu de uma 'spin off' da Universidade de Aveiro. Criou um conjunto de soluções para escolas, professores, alunos, para resolver problemas que a parte académica não conseguia", enfatiza. O nicho de mercado da empresa continua a ser o sector público, "as autarquias e municípios, Estados e governos", assinala Amadeu Carvalho.


"O mercado português vai-nos permitir crescer cinco vezes face ao ano passado", garante o empresário. "Estamos expostos ao Estado, mas a educação continua a ser uma aposta muito grande e este ano é o ano do encerramento do QREN e há muito dinheiro", acredita Amadeu Carvalho. A empresa está, por ora, em cinco países: Portugal, Moçambique, Angola, Brasil, Estados Unidos e México. "Facturámos 30% no mercado externo, num total de 2,1 milhões de euros. Este ano serão seis milhões de euros", aponta o administrador, que revela que teve quase de dobrar para 40 o número de trabalhadores.


Francisco Mendes diz que a BeEveryCreative está também em processo de internacionalização. "Quando iniciámos o projecto, queríamos ser uma das três empresas a nível mundial deste sector. Temos 10 contratos de distribuição para todo o mundo. O último foi para os Estados Unidos. O mercado está a partir do zero", realça o fundador da empresa. Quanto a parcerias, nem sempre é fácil. "O produto é tão inovador que há dificuldade em explicar o negócio", ressalva Mendes.

 

 

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