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Todos os principais bancos dos EUA passam os testes de pressão feitos pela Fed

Aos maiores bancos é exigido que passem estes testes anuais antes de começarem a pagar dividendos aos seus acionistas e comprarem ações próprias.

Jerome Powell admitiu a possibilidade uma política monetária (ainda) mais agressiva que pode provocar “dor” na economia. A Reserva Federal (Fed) norte-americana reúne-se em junho.
Tom Williams/Pool via Reuters
Lusa 24 de Junho de 2022 às 09:19
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Os 33 principais bancos dos EUA têm capital suficiente para suportarem uma contração económicas severa, divulgou a Reserva Federal na quinta-feira.

Nos testes de pressão ('stress tests') que faz anualmente ao sistema bancário, o banco central dos EUA construiu um cenário no qual a taxa de desemprego mais do que duplicaria para 10% e uma contração severa no mercado bolsista e imobiliário causaria perdas superiores a 600 mil milhões de dólares.

Mesmo com estas variáveis, os 33 bancos maiores manteriam um ratio de capital de 9,7%, acima dos 4,5% exigidos legalmente, detalhou a Fed. O rácio de capital é um indicador do setor sobre a resistência das instituições financeiras a perdas inesperadas.

Estes testes anuais tornaram-se um cartão de apresentação no sistema financeiro dos EUA, desde que começou a ser aplicado após a Grande Recessão e a crise financeira de 2008.

Aos maiores bancos é exigido que passem estes testes anuais antes de começarem a pagar dividendos aos seus acionistas e comprarem ações próprias.

Os bancos vão anunciar os seus planos de pagamento de dividendos e compras de ações próprias na segunda-feira.

Os testes variam de ano para ano, mas geralmente a Fed sujeita as instituições a cenários exigentes para procurar averiguar quais seriam as perdas no setor bancário se o desemprego crescesse fortemente e a atividade económica se contraísse severamente.

Aliás, recentemente a Fed testou recentemente os bancos para um cenário de uma evolução da conjuntura em 'W' (letra que ilustra uma segunda recessão pouco tempo depois de se sair de uma primeira) causada pela pandemia do novo coronavirus.

O exercício da Fed é académico e não constitui qualquer previsão de recessão, mesmo que os mercados financeiros estejam a incorporar de forma crescente a possibilidade de uma recessão no final do ano, por o banco central estar a subir a taxa de juro para combater a inflação.

Este teste foi concebido antes de a Federação invadir a Ucrânia e antes do atual período de inflação.
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