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Transporte aéreo de passageiros perderá 6.570 milhões em 2022, diz IATA

A indústria das companhias aéreas de passageiros e de carga considera que as restrições de viagem na China, os preços do petróleo e potenciais problemas de fornecimento de peças sobressalentes são os maiores desafios que enfrentará em 2023.

Desde julho que há uma taxa de 2 euros por passageiro da aviação.
Miguel Baltazar
Lusa 06 de Dezembro de 2022 às 11:54
A indústria do transporte aéreo de passageiros perderá 6.900 milhões de dólares (6.570 milhões de euros) este ano, antes de regressar a lucros limitados em 2023, segundo as projeções apresentadas esta terça-feira pela IATA.

Segundo o documento divulgado, a IATA (Associação Internacional de Transporte Aéreo) prevê que a indústria do transporte aéreo de passageiros obtenha lucros limitados em 2023, de 4.700 milhões de dólares (4.477 milhões de euros).

A indústria das companhias aéreas de passageiros e de carga considera que as restrições de viagem na China, os preços do petróleo e potenciais problemas de fornecimento de peças sobressalentes são os maiores desafios que enfrentará em 2023, afirmaram peritos da IATA.

Apesar das perdas, a indústria terminará o ano melhor do que a IATA tinha previsto há seis meses, quando projetava perdas de cerca de 10.000 milhões de dólares.

Com os resultados anunciados esta terça-feira, as companhias aéreas iniciam a transição para uma recuperação real, prevista para 2024, após um período de quase colapso, com uma perda colossal de 137.000 milhões de dólares em 2020 e 42.000 milhões no ano seguinte.

O diretor geral da IATA, Willie Walsh, disse que agora é altura de falar de crescimento lento, embora o ritmo dependa realmente do tempo que leva a normalizar os negócios na China.

Walsh disse que se espera que isto aconteça em 2023 e que, em geral, a indústria está "no bom caminho" porque, embora ainda esteja no vermelho este ano, a crise profunda que atravessou e o impacto que os preços elevados do petróleo estão a ter agora devem ser tidos em conta.

Na conferência de imprensa anual da IATA para apresentar os resultados anuais da indústria, o executivo explicou que o aumento das tarifas aéreas reflete simplesmente o aumento dos preços dos combustíveis.

"A indústria não pode absorver tal aumento do preço do petróleo", disse, observando que isto é agravado por aumentos de outros custos, como está a acontecer na Europa, onde os custos do controlo do tráfego aéreo têm aumentado.

De acordo com a IATA, a situação financeira de muitas companhias aéreas é muito apertada, com algumas a ganharem tão pouco como um dólar por passageiro por voo.

Um grupo de países pediu à Organização da Aviação Civil Internacional (uma agência da ONU) para examinar se os aviões comerciais poderiam ser pilotados em segurança com um único piloto, uma ideia que Walsh disse não ser realista durante 15 ou mesmo 25 anos, apesar dos avanços tecnológicos nas aeronaves.

Segundo o responsável da IATA, a guerra na Ucrânia teve "um impacto limitado" no transporte internacional de passageiros, uma vez que os números que deixaram os mercados aéreos ucraniano e russo eram "relativamente pequenos".

De acordo com o diretor da IATA, a guerra na Ucrânia teve "um impacto limitado" no transporte internacional de passageiros, uma vez que os números que deixaram os mercados aéreos ucraniano e russo eram "relativamente pequenos".

Por esta razão, não se espera que a guerra tenha um impacto financeiro direto na indústria, embora se reconheça que há um impacto indireto através da pressão sobre os preços do petróleo.

Sobre os atrasos sofridos pela Airbus na entrega de aeronaves devido a problemas atribuídos a cadeias de abastecimento, Walsh disse que há "muita frustração" entre as empresas afetadas, que tinham feito um plano de negócios baseado na operação de aeronaves que não receberam.
 
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