Empresas Tribunal aprova plano de recuperação da Lisgráfica

Tribunal aprova plano de recuperação da Lisgráfica

O “ok” do tribunal surge depois de no final do ano passado os credores terem aprovado o plano que prevê "reestruturar a dívida financeira" da Lisgráfica.
Tribunal aprova plano de recuperação da Lisgráfica

A Lisgráfica anunciou esta sexta-feira que o plano de recuperação da companhia foi homologado pelo Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa Oeste – Juízo de Comércio de Sintra. O Plano Especial de Revitalização (PER) teve início a 27 de Junho e foi agora aprovado pelo tribunal a 19 de Fevereiro.

 

O "ok" do tribunal surge depois de no final do ano passado os credores terem aprovado o plano que prevê "reestruturar a dívida financeira" da Lisgráfica, tendo o Banco Comercial Português a palavra determinante, por reclamar mais de metade dos 80 milhões de euros de dívida total.

 

Segundo um anúncio colocado no portal Citius a 22 de Dezembro, "foi aprovado [o] plano de recuperação com vista à revitalização" da Lisgráfica, que afecta todos os credores. 

 

Na lista de créditos, o administrador judicial Miguel Ribas reconheceu uma dívida global de 81,4 milhões de euros. Há inúmeros créditos laborais reconhecidos, que quando são emergentes de contrato de trabalho são privilegiados - têm privilégio no reembolso. Como já noticiado, o principal credor é o BCP, a quem é reconhecido um total de 43,4 milhões de euros, 53,3% do total. O Novo Banco (através do NB Património – Fundo de Investimento Imobiliário Aberto) surge com 9,5 milhões.

 

Em 2012, a Lisgráfica tinha também já pedido um PER, que foi aprovado no final desse ano pelos credores, depois homologado pelo tribunal em Maio do ano seguinte – só no final de 2013 transitou em julgado. O BCP e o Estado eram, à data, os principais credores

 

Nos primeiros nove meses do ano passado, a Lisgráfica apresentou um prejuízo de 712 mil euros, abaixo dos 1,4 milhões do período homólogo. O capital próprio consolidado (diferença entre activo e passivo), no final de Setembro, era de 17,7 milhões de euros negativos. 

 

 




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Anónimo 24.02.2018

Para quê? Quem vai injetar dinheiro?? Insolvência já...ç

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