Moeve avança com projeto de hidrogénio verde de 1.000 milhões na Andaluzia

Grupo energético participado pela Mubadala e Carlyle aprovou investimento inicial num eletrolisador de 300 MW, com arranque previsto para 2029. Decisão surge numa altura em que vários projetos europeus têm sido adiados ou cancelados, segundo o Financial Times.
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Eduardo Parra / Europa Press via AP
Patrícia Vicente Rua 14:42

A Moeve, grupo energético espanhol detido pela Mubadala (Emirados Árabes Unidos) e pela norte-americana Carlyle, com quem a  aprovou a decisão final de investimento para a primeira fase de um dos maiores projetos europeus de hidrogénio verde, num investimento superior a 1.000 milhões de euros na Andaluzia, avança esta segunda-feira o Financial Times.

De acordo com o jornal britânico, o conselho de administração da empresa — anteriormente conhecida como Cepsa — autorizou o arranque do projeto Andalusian Green Hydrogen Valley, que prevê a instalação de um eletrolisador com 300 megawatts (MW) de capacidade, apoiado por nova produção renovável solar e eólica.

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O projeto inclui mais de 300 milhões de euros em subsídios europeus e deverá iniciar produção em 2029, depois de a empresa ter assegurado recentemente ligação à rede elétrica espanhola, um dos principais entraves enfrentados por novos projetos industriais.

Segundo o Financial Times, a Moeve pretende expandir o complexo em fases posteriores até atingir 2 gigawatts (GW) de capacidade de eletrólise, posicionando-o como a maior unidade de hidrogénio renovável da Europa.

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A decisão surge num contexto desafiante para o hidrogénio verde. Nos últimos dois anos, mais de 50 projetos europeus foram adiados ou cancelados devido aos elevados custos de produção, à falta de infraestruturas e à procura ainda limitada, refere o Financial Times. O CEO da Moeve, Maarten Wetselaar, admitiu ao jornal que o setor atravessa um período de consolidação, mas defendeu que a lógica económica e climática da tecnologia permanece intacta. “A tendência é a transição energética. A ciência climática não mudou”, afirmou.

A empresa estima conseguir produzir hidrogénio verde por menos de 6 euros por quilo, cerca do dobro do custo do hidrogénio convencional produzido a partir de gás natural.

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Numa primeira fase, a produção será utilizada nas próprias refinarias da Moeve, embora a empresa admita no futuro comercializar certificados de hidrogénio verde junto de indústrias que necessitem de reduzir emissões.

O avanço do projeto surge num momento em que o Governo espanhol continua a promover o hidrogénio renovável como vetor central da descarbonização industrial.

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