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Economistas alemães preferem tarifas a embargo ao petróleo e gás da Rússia

Num estudo conduzido pelo ifo e o FAZ Economists Panel, junto de economistas da Alemanha, 70% dos inquiridos consideram que as tarifas seriam mais eficazes na redução dos pagamentos ao governo de Putin, ao mesmo tempo que minimizariam o impacto na Europa.

Alemanha
Christian Mang
Marta Velho martavelho@negocios.pt 07 de Junho de 2022 às 09:47
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Vários economistas alemães defendem a imposição de taxas alfandegárias aos produtos energéticos da Rússia, como sanção económica a Moscovo pela invasão militar da Ucrânia, em vez da opção de um embargo total ao gás e petróleo. Num estudo conduzido pelo ifo e o FAZ Economists Panel, junto de economistas da Alemanha, 70% dos inquiridos consideram que as tarifas seriam mais eficazes na redução dos pagamentos ao governo de Putin, ao mesmo tempo que minimizariam o impacto na Europa.

Nas conclusões do inquérito, os economistas acreditam que as taxas alfandegárias forçariam a Rússia a baixar o preço de exportação e que os preços mais altos na Europa levariam simultaneamente a uma redistribuição dos recursos através da liberalização do mercado. "Esta pode ser uma maneira eficaz de pressionar a Rússia", sublinha Lisandra Flach, diretora do ifo Center for International Economics.

Por outro lado, há uma fatia de 23% dos inquiridos que se mostram céticos em relação a esta opção, citando o risco de subir ainda mais os preços já elevados dos produtos energéticos. Para estes economistas, a Rússia tem vantagem nas negociações, especialmente no gás, o que significa que as tarifas seriam principalmente suportadas pela UE. Defendem também que uma redução nos pagamentos é insuficiente, como sanção, sendo preferível o corte total.

O mesmo estudo indica ainda que 57% dos economistas concordam que a política económica internacional da Alemanha deve limitar as relações comerciais com estados autocráticos, devido a riscos geopolíticos e pela responsabilidade de salvaguardar direitos humanos. Contudo, 38% defendem a não existência de limitações, considerando que isolar esses países poderia torná-los mais periogosos.

Apesar da grande dependência alemã dos produtos energéticos russos, o chanceler  Olaf Scholz, acredita que o país está cada vez mais preparado para acabar com as relações com Moscovo na energia. Após ter procurado novos parceiros internacionais, Berlim quer ainda reforçar as infraestruturas de abastecimento e apostar também nas energias renováveis.
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