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EDP Renováveis quer entrar na corrida do solar em Portugal

O presidente executivo da empresa, Manso Neto, revelou que a elétrica está interessada em participar nos leilões para a produção solar que vão ser lançados este ano em Portugal.

O mandato do actual conselho de administração da EDP Renováveis termina em Abril de 2018, altura em que a assembleia-geral definirá os novos órgãos. João Manso Neto é o CEO da empresa de energias verdes participada da EDP desde 2015 e António Mexia é o seu 'chairman'.
Bruno Simão
Sara Ribeiro sararibeiro@negocios.pt 27 de Fevereiro de 2019 às 16:30
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A EDP Renováveis quer entrar na corrida do solar em Portugal. A garantia foi dada pelo presidente executivo da EDP Renováveis, Manso Neto, na conferência telefónica com analistas no âmbito da apresentação dos resultados de 2018.

"Vai haver um leilão em Portugal, e temos a intenção de participar na modalidade de CFD [contract-for-differences]",  disse o responsável da empresa que funciona como o braço da EDP para as renováveis. Na prática, este modelo estabelece um valor máximo e mínimo para caso os preços do mercado desçam o produtor não ter perdas elevadas. E, pelo contrário, ao ter um teto máximo permite evitar que sejam recompensados em excesso.

Questionado sobre a possibilidade de avançar para projetos híbridos [centrais eólicas com solares] no seguimento destes leilões, o gestor confessou que olha para essa hipótese com bons olhos, no entanto admite que em termos regulatórios poderia não ser fácil.

Mas esta não é a única "oportunidade" destacada pelo gestor com a entrada na corrida do solar em Portugal. "Em Portugal e Espanha a maior área de crescimento será a dos PPA [contratos de venda de energia de longo prazo]. E o solar em Portugal vai ser uma grande oportunidade" para este objetivo.

A EDP Renováveis fechou o ano passado com lucros de 313 milhões de euros, o que representa uma subida de 14% face ao resultado líquido de 275,9 milhões registados em 2017.

A América do Norte continua a ser o motor de crescimento da empresa, tendo representado 48% do resultado antes de juros, impostos, amortizações de depreciações (EBITDA), que totalizou 1,3 mil milhões de euros. Espanha contribuiu com 20% e Portugal com 17%.

No que toca à capacidade instalada, metade encontra-se nos EUA e Canadá. Espanha soma 21% do atual portfólio de ativos com 11,7 GW e Portugal está em terceiro lugar com 11%.

Manso Neto revelou ainda que este ano a empresa tem planos de instalar 1GW, "a maioria nos Estados Unidos".

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