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Galp cai quase 3,5% após quebra nos lucros e contraria tendência do setor

As ações da petrolífera portuguesa perderam força na manhã desta segunda-feira, depois de a empresa liderada por Carlos Gomes da Silva ter reportado uma queda homóloga de 72% no lucro do primeiro trimestre.

Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 27 de Abril de 2020 às 12:05
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As ações da petrolífera Galp derraparam um máximo de 3,27% para os 9,106 euros na sessão desta segunda-feira, dia 27 de abril, depois de a empresa ter anunciado uma queda no lucro dos primeiros três meses deste ano. 

Até ao momento foram negociadas 746.609 ações, que compara com a liquidez diária média dos últimos seis meses fixada nas 2.207.149 ações.

"O lucro caiu abaixo das nossas expectativas. (...) A tendência mais fraca no primeiro trimestre deve expandir-se para o segundo trimestre, uma vez que as empresas de 'oil & gas' estão a enfrentar um desafio sem precedentes", escrevem os analistas do CaixaBank/BPI, numa nota de análise dos resultados da Galp. 

Quanto ao pagamento de dividendos, os analistas alertam que "existem riscos no aumento estipulado para os dividendos de 10%" a pagar em 2021, algo que deverá ser revisto pela empresa. Em fevereiro, a Galp tinha anunciado que, tendo em conta o ritmo de crescimento que estava a registar, tinha planos de aumentar o dividendo em 10% ao ano até 2021. 

Relativo ao ano de 2019 e a ser pago neste ano, os acionistas da Galp aprovaram a proposta de distribuição de dividendos de 318 milhões de euros.

A cotada liderada por Carlos Gomes da Silva fechou o primeiro trimestre deste ano com lucros de 29 milhões de euros, o que traduz uma quebra de 72% face ao resultado líquido registado no mesmo período do ano passado.

Entre janeiro e março deste ano, as contas foram pressionadas pelo impacto do coronavírus e pela desvalorização do preço do petróleo
, como explicou a empresa em comunicado.

Hoje, sete bancos de investimento atualizaram as suas análises feitas à empresa portuguesa, mas nenhuma delas alterou o preço-alvo e a recomendação. Assim, no total existem 14 casas de investimento que recomendam "Comprar" ações da Galp, dez que dizem que o melhor será "Manter", e uma que aponta para "Vender" ações, como o melhor cenário.

O preço-alvo médio está fixado nos 13,25 euros por ação, o que confere à Galp um potencial retorno de 44,5%, face ao fecho da sessão da passada sexta-feira. 

A cotada assume uma tendência contrária ao do setor de "oil & gas" na Europa, que valoriza 0,30% como um todo, sendo que tem até ao momento o segundo pior desempenho do dia entre as petrolíferas do "velho continente", apenas superada pela Subsea que desvaloriza 4,17%.
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