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Líder do PSD duvida de garantias nas interconexões e diz que Governo age "de forma matreira"

Luís Montenegro não acredita na palavra agora dada de que se concretizarão as três interconexões elétricas europeias previstas desde 2014.

Luís Montenegro, presidente do PSD. Miguel Baltazar
Lusa 29 de Outubro de 2022 às 20:04

O presidente do PSD acusou hoje o Governo de fazer política "de forma matreira e dissimulada", dizendo não acreditar na palavra agora dada de que se concretizarão as três interconexões elétricas europeias previstas desde 2014.

 

Numa intervenção na I Cimeira Ibérica da Juventude - organizada pela Juventude Social Democrata (JSD) e pelas 'Nuevas Generaciones' (NNGG), a organização jovem do Partido Popular espanhol -, Luís Montenegro apontou como particularidade do Governo português "nunca dizer a verdade toda" e ficar pelas "meias verdades".

 

Numa intervenção de cerca de 45 minutos, o presidente do PSD começou por apontar o caso das pensões, em que disse ter sido preciso "arrancar a ferros" toda a verdade ao Governo, e, mais recentemente, o princípio de acordo alcançado entre os executivos de Portugal, Espanha e França em matéria de interconexões de energia.

 

"O PSD em Portugal e o PP espanhol denunciaram com veemência a meia-verdade. Passou um dia, dois dias e agora anda tudo num grande rebuliço, os Governos de Espanha, de Portugal com o governo francês, andam todos a dizer que 'atenção as interconexões elétricas pelos Pirenéus são para fazer'. Se era tão verdade, porque é que não disseram no dia?", questionou, depois de o PSD ter acusado o Governo de ter deixado cair duas das três ligações de energia previstas no anterior acordo.

 

"Quem é que acredita nesta palavra que agora é dada solenemente por estes três Governos? Eu não acredito", acrescentou Montenegro

 

O líder do PSD reiterou as críticas que fez na sexta-feira ao Governo de ter "sonegado e ocultado" informações sobre o processo falhado de privatização da Efacec, depois de ter sido diretamente questionado sobre o tema no parlamento.

 

"Esta forma dissimulada e matreira de fazer política não enobrece a política, não enobrece o Governo, não dá confiança aos cidadãos e significa brincar com dinheiro que é de todos", acusou.

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