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Manso Neto abdica de 1,7 milhões da EDP para liderar energia da Altri

O gestor desistiu do acordo de não concorrência com a EDP, que lhe garantiria 560 mil euros por ano até ao final de 2023 para poder liderar negócio da energia da Altri, apurou o Expresso.

Lusa
Negócios jng@negocios.pt 17 de Março de 2021 às 20:44
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"João Manso Neto, um dos históricos gestores da EDP, decidiu cancelar o acordo de não concorrência com a elétrica para poder continuar a trabalhar na área da energia e vai em breve ser apresentado como presidente executivo da empresa de energias renováveis do grupo Altri, a Bioelétrica", avançou o Expresso.

 

Na passada sexta-feira, aquando da divulgação do relatório do governo da sociedade, a EDP referia que António Mexia iria receber uma remuneração anual de 800 mil euros da EDP em 2021, 2022 e 2023, apesar de já não exercer funções na elétrica portuguesa desde o ano passado, o mesmo acontecendo com João Manso Neto (na foto), que receberia 560 mil euros por ano durante o mesmo período (1,68 milhões nos três anos).

 

Esta remuneração deve-se aos "acordos de cessação de funções e de não concorrência" que os dois gestores assinaram com a EDP a 20 de Novembro de 2020, já depois de terem sido afastados da liderança da EDP e da EDP Renováveis devido a determinação da justiça no âmbito do caso EDP, sendo que os valores envolvidos estão assentes nas "melhores práticas de mercado", explicava.

 

A EDP entendeu que tinha de celebrar "pactos de não concorrência com referência ao período pós cessação das funções" com Mexia e Manso Neto, uma vez que os dois gestores "tiveram acesso, em decorrência e por inerência do desempenho das respetivas funções, durante um período de catorze anos, ao conhecimento e a extensa informação privilegiada e particularmente sensível no plano da concorrência relativamente à estratégia e ao negócio do Grupo EDP".

 

Além de receber 800 mil euros por ano, com este acordo Mexia garante ainda o pagamento de prémios de seguro de saúde e de seguro de vida, assim como do Seguro de Vida PPR cujo montante líquido representa 10% da remuneração fixa anual, ou seja, 80 mil euros. Manso Neto também iria receber um prémio de Seguro de Vida PPR cujo montante líquido representava 10% da remuneração fixa anual.

 

Além deste pagamento para impedir que os dois gestores fossem trabalhar para a concorrência até ao final de 2023, ficou também acordado que a EDP pagaria as remunerações vincendas relativas ao mandato decorrido entre 2018 e 2020. Ou seja, Mexia e Manso Neto continuariam a receber as remunerações variáveis relativas aos últimos exercícios.

 

Agora, o ex-CEO da EDP Renováveis renunciou a estes valores para poder continuar a trabalhar na área da energia.

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