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Mudança de CEO na Galp é "surpreendente", diz CaixaBank BPI. Ações da empresa caem

Os analistas do banco de investimento foram apanhados de surpresa com a alteração nos quadros da Galp. As ações da empresa começaram o dia a valorizar, mas rapidamente caíram para o "vermelho".

A Galp importa gás natural liquefeito (GNL) por via marítima através do terminal de Sines e também por gasodutos espanhóis. A maioria do gás natural é importado da Argélia e da Nigéria.
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A mudança de liderança na Galp Energia "é surpreendente", uma vez que o mandato de Carlos Gomes da Silva terminava apenas em dezembro de 2022, de acordo com os analistas do CaixaBank/BPI. O Negócios apurou que os acionistas querem uma transição energética mais rápida, daí a mudança de chefia no grupo.

"Esta é uma mudança surpreendente, considerando que o mandato de Carlos Gomes da Silva expirava apenas em dezembro de 2022. O anúncio imediato de um novo CEO sugere que a decisão foi tomada com muita antecedência", pode ler-se na nota divulgada.

"Assim, espera-se que o novo CEO Andy Brown traga uma vasta visão internacional do setor da energia para acelerar a transição na Galp", acrescentam. 

As ações da petrolífera portuguesa até abriram o dia em alta, mas seguem agora a cair cerca de 1%.

O novo líder da Galp esteve vários anos na petrolífera holandesa Shell. No site desta empresa ainda é possível encontrar alguns vídeos de discursos de Andy Brown a explicar a urgência de alterar o quadro do futuro da energia e a importância da transição energética. Um desses discursos foi feito precisamente na sua universidade, Cambridge, em 2017.

"A população mundial está a aumentar. E irá crescer de 7,6 mil milhões para cerca de 9,6 mil milhões até 2050. Provavelmente, a procura de energia mundial duplicará até 2100. Todos os dias, há mais duas Universidades Cambridge em termos de pessoas no planeta. Ou uma cidade de Londres a cada 40 dias. E como conseguimos crescer e ser mais prósperos ao mesmo tempo que descarbonizamos o sistema energético? É um desafio fundamental", explicou nesse mesmo dia em que regressou à sua antiga faculdade para explicar o papel das petrolíferas no quadro da descarbonização.

Um discurso que foi reforçando até 2019, ano em que anunciou que iria sair da Shell, tendo sido substituído no cargo pelo canadiano Wael Sawan.  

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