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Municípios algarvios unidos contra a exploração de petróleo na região

As câmaras municipais do Algarve decidiram manifestar junto do Governo português o seu "desagrado, sérias dúvidas, preocupações e enorme cepticismo" quanto ao processo relativo à eventual exploração de petróleo e gás natural na região.

Bloomberg
Lusa 09 de Dezembro de 2015 às 15:28
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A Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) informou hoje, em nota de imprensa, que se arroga "desde já a todas as formas legais que lhe assistem para contrariar os processos em curso, com o objectivo de revertê-los, tendo em conta as graves consequências que podem advir destes processos, pondo em causa a qualidade de vida das populações e da economia, em especial no turismo".

 

A associação vai solicitar reuniões, com caracter de urgência, "às respectivas e responsáveis tutelas", audiências para manifestar o seu desacordo, assim como lamentar o "desprezo" com que o "Estado Português" tem tratado "o Algarve e os Algarvios".

 

A empresa Portfuel, do empresário Sousa Cintra, tem desde 25 de Novembro a concessão para a exploração de petróleo nas áreas de Aljezur e Tavira, onde será feita pesquisa em terra com métodos tradicionais.

 

Para a AMAL, a assinatura desse contrato "ultrapassa em todos os limites o admissível no que respeita ao direito de acesso à informação, esclarecimento, discussão pública e acima de tudo ao respeito" que os algarvios merecem.

 

No comunicado assinado pelo presidente da AMAL e também presidente da Câmara Municipal de Tavira, Jorge Botelho, os municípios do sul do país afirmam que, desde 2005, vêm acompanhando o processo relativo à eventual exploração de petróleo e gás natural no Algarve, "de forma muito atenta e particularmente preocupada com o secretismo em torno deste assunto".

 

"A ausência constante de informação quer aos municípios quer à Comunidade Intermunicipal do Algarve, bem como aos cidadãos algarvios, por parte dos sucessivos Governos é injustificável e um dos pecados capitais de todo este processo", lê-se ainda na nota à imprensa.

 

A AMAL crítica o facto de todo este processo ter passado "ao lado" dos Municípios e da população algarvia.

 

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