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Governo espera que PGR confirme decisão de anular exploração de petróleo no Algarve

O Governo identificou três irregularidades que deveriam levar à anulação dos contratos com a Portfuel para exploração de petróleo no Algarve. Para ter "segurança jurídica", decidiu pedir um parecer ao Conselho Consultivo da PGR.

sousa cintra
sousa cintra João Miguel Rodrigues
27 de Maio de 2016 às 13:36

O Governo acredita que as irregularidades que encontrou nos contratos para a exploração de petróleo no Algarve são suficientes para declarar a sua nulidade, mas prefere esperar que o Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República confirme esse entendimento. No debate quinzenal desta manhã, na Assembleia da República, António Costa disse que foram encontradas três irregularidades, e que para ter "segurança jurídica", o Executivo pediu a opinião da PGR.

"Todas estas situações deviam levar à anulação do contrato celebrado" com a Portfuel, a empresa de Sousa Cintra (na foto), assinalou esta manhã. "Para reforçar a segurança jurídica, o Governo solicitou um parecer ao Conselho Consultivo da PGR. Aguardamos e actuaremos em conformidade", acrescentou António Costa. A expectativa é que a PGR valide a interpretação do Executivo. "Esperamos que confirme aquilo que é a nossa interpretação sobre a verificação das condições para a anulabilidade deste contrato", acrescentou.

O tema da exploração petrolífera ao largo do Algarve foi lançado pela deputada ecologista Heloísa Apolónia. Na resposta, António Costa explicou que o Governo "auditou" os contratos que foram celebrados e encontrou três irregularidades: "incumprimento da obrigação de prestar caução, incumprimento da obrigação de apresentar prova de manutenção do contrato de seguro" e uma incorrecção na apresentação dos planos de trabalho.

O secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches, considerou um "erro clamoroso" a decisão do anterior Governo de assinar dois contratos com a Portfuel, deixando críticas aos seus antecessores. O ex-ministro da Energia, Jorge Moreira da Silva, queixou-se, na passada segunda-feira, de estar a ser vítima de "uma campanha poluída de mentiras" a propósito dos contratos assinado com a Portfuel e garantiu que é possível anulá-los.

Já não é a primeira vez que o Governo pede um parecer ao Conselho Consultivo da PGR. Em 2014, o anterior Executivo pediu a opinião deste órgão sobre a possibilidade de as câmaras aprovarem o horário de 35 horas sem autorização do Governo.

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