Energia Procura energética de carros eléctricos vai disparar

Procura energética de carros eléctricos vai disparar

Os veículos eléctricos não estão apenas a transformar a indústria automóvel: estão prestes a remodelar também o mercado mundial de energia.
Procura energética de carros eléctricos vai disparar
Bloomberg
Bloomberg 08 de julho de 2017 às 18:00

Em 2040, mais da metade de todos os carros novos vendidos serão plug-in, como os oferecidos pela Tesla, segundo relatório da Bloomberg New Energy Finance. Isso significa que a procura dos veículos por eletricidade se multiplicará por 300 em relação ao consumo do ano passado, de acordo com os dados. As fabricantes de veículos estão a comprometer-se com um distanciamento em relação aos motores a combustão: a Volvo afirmou na quarta-feira que a partir de 2019 todos os novos modelos da empresa terão motor eléctrico, e a BMW informou que o iNext eléctrico substituirá o Série 7 como principal modelo da marca em 2021.

 

A crescente popularidade dos veículos plug-in - impulsionada pela queda dos preços das baterias de íon de lítio - é uma boa notícia para os fornecedores de electricidade, que foram prejudicados pela queda dos preços da energia devido à oferta abundante de energia renovável. Mas os veículos eléctricos apresentarão outro desafio às empresas distribuidoras e aos órgãos reguladores, que já trabalham para adicionar a geração intermitente dos parques eólicos e solares à matriz energética sem interromper a oferta.

 

"O sector automóvel e o setor energético estão a unir-se como nunca", disse Colin McKerracher, analista da Bloomberg New Energy Finance em Londres. "Estão a ficar mais entrelaçados."

 

Os veículos eléctricos representarão 5% da procura energética total do planeta em 2040, segundo estimativas da BNEF. O que significa que as operadoras de rede terão que tomar medidas para gerir o rápido aumento do uso de electricidade, o que inclui o armazenamento de mais energia e a oferta de tarifas que incentivem recargas fora dos horários de pico.

 

"A rede pode lidar com o aumento dos veículos eléctricos, mas há alguns pontos difíceis que precisam ser abordados", disse McKerracher.