REN mobiliza 250 trabalhadores para recuperar rede afetada pela depressão Kristin
Tempestade danificou 101 postes de muito alta tensão e deixou fora de operação 774 quilómetros da Rede Nacional de Transporte, com reposição total prevista para as próximas semanas.
A REN – Redes Energéticas Nacionais está a desenvolver uma operação de larga escala para recuperar as infraestruturas danificadas pela passagem da depressão Kristin, mobilizando cerca de 250 trabalhadores e 50 meios pesados em várias frentes de intervenção em todo o país.
Segundo a empresa, o plano de recuperação estabelecido definiu como prioridade a reposição das infraestruturas essenciais ao normal funcionamento do Sistema Elétrico Nacional (SEN), garantindo a continuidade do abastecimento elétrico. No âmbito destes trabalhos, foram já retirados todos os cabos que se encontravam sobre habitações, tendo sido igualmente instaladas proteções adicionais sobre linhas da E-REDES e da REFER que, pela sua importância operacional, não podiam ser desligadas.
Apesar da extensão dos danos provocados pelo temporal, a REN sublinha que as operações preventivas realizadas antes da chegada da depressão permitiram assegurar a normalidade do abastecimento do SEN. Não se registaram interrupções atribuíveis às infraestruturas operadas pela empresa, com exceção de cortes de âmbito local na zona da Subestação do Zêzere, que ficou parcialmente destruída.
A empresa adianta que todas as suas áreas estão totalmente empenhadas na recuperação das infraestruturas afetadas, em articulação com a E-REDES, a Rede Elétrica de Espanha, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e as autoridades governamentais. A reposição total dos postes danificados deverá ocorrer ao longo das próximas semanas, de acordo com um plano que implicou a realocação de todas as equipas disponíveis para os trabalhos considerados prioritários.
A depressão Kristin, que atravessou Portugal na madrugada de 27 de janeiro, provocou danos significativos na rede de transporte de eletricidade, afetando 101 postes de muito alta tensão, entre estruturas derrubadas ou seriamente danificadas, e deixando 774 quilómetros de linhas da Rede Nacional de Transporte fora de operação.
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