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CP e Segurança Social em guerra pela propriedade da sede da ferroviária

Em causa estão os sete edifícios da sede da CP, avaliados em 2016 em 20 milhões de euros. Tanto CP como Segurança Social reclamam em tribunal a propriedade dos imóveis.

Filipa Couto/Cofina
Negócios jng@negocios.pt 21 de Janeiro de 2022 às 10:02
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A Comboios de Portugal (CP) e a Segurança Social, ambos entidades do Estado, estão em guerra a disputar em tribunal a propriedade da sede da empresa ferroviária.


Em causa está um conjunto de sete edifícios situados no centro de Lisboa – junto à Estação do Rossio, cuja propriedade legal está a alimentar a disputa entre a CP e a Segurança Social, desde 2018, escreve esta sexta-feira o Expresso.


Ambos dizem ser proprietários destes imóveis, que em 2016 foram avaliados em 20 milhões de euros, escreve o Expresso.


O caso chegou aos tribunais em 2018 no seguimento da tentativa de venda dos edifícios em 2015 – ainda durante o governo PSD/CDS - por decisão da administração da CP, à data liderada por Manuel Queiró (ex-deputado do CDS), atual presidente da STCP – Sociedade de Transportes Coletivos do Porto.


Quando o governo do PS tomou posse, a venda dos edifícios acabou por não avançar.


A decisão do governo socialista acabou por levar a empresa imobiliária Blue Tagus, que estava com a mediar a venda dos edifícios, a avançar também com uma ação em tribunal contra a CP, alegando incumprimento do contrato pela interrupção da venda. A imobiliária reclama mais de 29 milhões de euros.


No total, os sete edifícios da sede da CP têm uma área total de 13.930 metros quadrados e uma área bruta de construção de 12.634 metros quadrados. A construção dos imóveis tem data de 1927.

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