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Escritórios absorveram 126 mil metros quadrados em 2014

O ano que agora começa poderá seguir a tendência. Mas há uma barreira: faltam grandes áreas, as mais procuradas pelos investidores. A reabilitação na zona ribeirinha poderá ser solução.

Mercado de investimento imobiliário com queda de dois dígitos
Wilson Ledo wilsonledo@negocios.pt 20 de Janeiro de 2015 às 14:42
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O mercado imobiliário registou um crescimento de 61% na absorção de escritórios em 2014. Ao todo, foram ocupados 126 mil metros quadrados, indica a consultora imobiliária CBRE. Já os dados da Cushman & Wakefield falam em cerca de 240 negócios concretizados na área da Grande Lisboa.

 

"Já se aproxima de médias antes da crise", compara o director-geral da CBRE, Francisco Horta e Costa. A instalação de uma empresa do sector financeiro na Quinta da Fonte, a ocupação de metade da Torre Ocidente do Colombo e a futura instalação da Deloitte na Avenida Engenheiro Duarte Pacheco são exemplos desta dinâmica.

 

Para 2015, o clima é de optimismo, tendo em conta as perspectivas de instalação da EDP na nova sede no Cais do Sodré e do Banco de Portugal na Rua Castilho. Apesar disso, "a pouca oferta disponível vai criar algum constrangimento", indica André Almada, responsável da CBRE pela área de escritórios.

 

Faltam grandes áreas para instalar escritórios. Os preços das rendas praticados – mesmo apesar de uma ligeira subida (no Parque das Nações na ordem dos 10%, por exemplo) - e a falta de disponibilidade da banca para financiar projectos imobiliários impedem o avanço de construção nova. São essencialmente os investidores internacionais quem está a mexer com o mercado.

 

"A zona ribeirinha é uma zona de desenvolvimento natural", perspectiva Horta e Costa. Terreiro do Paço, Cais do Sodré e Santa Apolónia são apontados como pontos de destaque para o investimento futuro. Aí encontram-se antigos activos industriais que poderão ser reabilitados e reconvertidos para dar lugar a escritórios.

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