Imobiliário Worx: 2019 representa "oportunidade" no mercado de escritórios em Lisboa devido à falta de oferta nova

Worx: 2019 representa "oportunidade" no mercado de escritórios em Lisboa devido à falta de oferta nova

Nos primeiros seis meses deste ano, a taxa de ocupação atingiu o valor mais alto desde 2009 devido à falta de novas ofertas e à elevada procura.
Worx: 2019 representa "oportunidade" no mercado de escritórios em Lisboa devido à falta de oferta nova
Rita Faria 29 de agosto de 2018 às 12:07

A consultora imobiliária Worx antecipa que 2019 será um ano de "oportunidades" no mercado de escritórios em Lisboa devido à elevada procura e escassez de novas ofertas. Assim, os proprietários "devem investir" nos imóveis para que sejam escoados até 2020, altura em que a consultora prevê a entrada de novos projectos. Mais concretamente, cerca de 290 mil metros quadrados de espaço para escritórios, entre 2020 e 2021.

"O ano de 2019 representa uma oportunidade para conseguir escoar os escritórios usados existentes no mercado. Os proprietários devem investir nesses imóveis de modo a serem absorvidos pelo mercado até 2020 de forma a aproveitar a falta de oferta nova existente no mercado", refere Pedro Salema Garção (na foto), director de agência da Worx.

Depois de ter sido preterido em prol do desenvolvimento imobiliário residencial nos últimos anos, o segmento de escritórios encontra-se "num ponto de viragem", devendo a actividade de promoção de activos começar a "reanimar", de acordo com o departamento de research e consultoria da agência.

 

Ocupação está em máximos de 2009

Nos primeiros seis meses deste ano, a área ocupada por escritórios em Lisboa totalizou 86.819 metros quadrados, o valor mais elevado desde 2009 e que traduz uma subida de 11% face ao mesmo período do ano passado.

Já o número de operações realizada no mercado de escritórios entre Janeiro e Junho desceu 16% para 108, o que permite concluir que a área média contratada foi superior.  

A confirmar a escassez de novas ofertas e a elevada procura está a taxa de disponibilidade, que desceu, no final do primeiro semestre, para 8,1%, prosseguindo a tendência de decréscimo iniciada em 2013.

"Continua a haver falta de oferta nova e quando surge, está maioritariamente assente em projectos de pré-arrendamento", sublinha Pedro Salema Garção.

 

Parque das Nações lidera crescimento

A contribuir para o aumento da área de ocupação total esteve sobretudo a zona do Parque das Nações, que registou o maior crescimento de todo o mercado. Nos primeiros seis meses deste ano, a área de ocupação cresceu 5 vezes em relação ao período homólogo, de 2.309 para 12.577 metros quadrados. Grande parte desta subida deve-se à Teleperformance, que ocupou naquela zona 8 mil metros quadrados.

Também a zona 7 (outras zonas) mais do que duplicou a absorção, ajudando, juntamente com o Parque das Nações, a compensar as descidas registadas na zona 4 (Zona Histórica) e 6 (corredor oeste).

Já as zonas 2 (CBD) - Eixo da Av. da República, Av. Duque de Loulé e zona das Amoreiras - e 3 (Zona emergente) - Eixo do Campo Grande à 2.ª Circular, zona de Benfica, Praça de Espanha e Sete Rios - com aumentos de absorção na ordem dos 56% e dos 46% respectivamente.




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