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Anglo American vai vender mais activos depois de queda na actividade

A Anglo American estima que os resultados correntes tenham caído 63% em 2015. A multinacional anunciou esta terça-feira que vai alienar activos no valor de 6 mil milhões de dólares (5,4 mil milhões de euros), reduzir a dívida e voltar a pagar dividendos.

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Anglo American's Cutifani Says Company Is in Good Shape
Inês F. Alves inesalves@negocios.pt 16 de Fevereiro de 2016 às 11:25
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No ano terminado a 31 de Dezembro, a Anglo American teve lucros correntes (que não são os apurados contabilisticamente) de 827 milhões de dólares, menos 63% do que em 2014, onde totalizou 2,2 mil milhões de dólares, anunciou a empresa esta terça-feira em comunicado.

Os lucros antes de impostos, juros, amortizações e depreciações (EBITDA), considerados correntes, foram de 4,9 mil milhões de dólares em 2015, menos 38% do que os 7,8 mil milhões auferidos em 2014.

As vendas referentes ao último ano fiscal caíram 26% para 23 mil milhões de dólares (cerca de 20,5 mil milhões de euros).

Em termos correntes, e sem extraordinários, a empresa teve lucros de 0,64 dólares por acção, comparados com os 1,73 dólares por acção em 2014. Todavia, este valor fica acima das estimativas da Bloomberg, que apontavam para os 0,63 dólares por acção.

Contabilisticamente, a empresa apurou prejuízos de 5,624 mil milhões de dólares, duplicando o valor face ao ano anterior. 

Face a estes resultados, a firma anunciou a expansão do seu programa de venda de activos.

"Os processos de avaliação e venda de grandes activos não-fundamentais estão em curso. O objectivo para o programa de alienações foi aumentando para 5 mil milhões a 6 mil milhões de dólares até ao final de 2016 [entre 4,5 e 5,4 mil milhões de euros], com 3 mil milhões a 4 mil milhões de dólares esperados em 2016, tendo já sido completadas ou anunciadas [vendas] no valor de 2,1 mil milhões de dólares em 2015", pode ler-se no comunicado da empresa.


Estão em curso conversações com vista à alienação de activos no segmento do níquel, e das minas de Moranbah e Grosvenor, na Austrália. A expectativa da empresa, todavia, é que as negociações com potenciais compradores demorem "vários meses". Estão igualmente em curso os processos de venda de activos da empresa na África do Sul. A Anglo anunciou ainda que "cessou ou está a cessar a produção de várias operações", e que várias serão colocadas "em manutenção".

Ainda este ano, a empresa perspectiva "reduzir a dívida líquida para menos de 10 mil milhões de dólares até ao final de 2016", dos actuais 12,9 mil milhões de dólares (cerca de 11,5 mil milhões de euros). A médio prazo, o objectivo é "alcançar uma dívida líquida de 6 mil milhões de dólares, suportando o regresso a uma notação de 'rating' mais sólida de investimento".

Recorda a Bloomberg que o 'rating' de crédito da Anglo American foi reduzido para o nível de "lixo" esta segunda-feira pelo Moody’s Investors Service.

Depois de ter anunciado em 2015 a decisão de suspender o pagamento de dividendos, a empresa diz agora que este processo "foi retomado", sendo que "o conselho de administração pretende pôr em prática uma política de rácios de pagamentos para fornecer flexibilidade ao longo do ciclo e clareza para os accionistas".

Escreve a Bloomberg que a Anglo detém minas em todo o mundo e explora um pouco de tudo, desde diamantes, até minérios de ferro, passando pelo níquel e o carvão. 

As acções da Anglo American afundam 6,46% na praça londrina para as 367,65 libras por acção (475,60 euros), e recuam 5,98% na bolsa de Joanesburgo para 8.395 rands (cerca de 474,3 euros).

(Notícia actualizada com a informação de que os lucros são correntes e que contabilisticamente teve prejuízos em 2015)
 

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