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Bayer vai cortar 12 mil empregos

A empresa alemã vai sair de várias unidades de negócio para se focar na área farmacêutica e na agricultura.

Ina Fassbender/Reuters
Negócios jng@negocios.pt 29 de Novembro de 2018 às 15:11

A Bayer anunciou esta quinta-feira, 29 de Novembro, que vai implementar um plano de reestruturação da sua actividade que incorpora o corte de 12 mil empregos, o que representa cerca de 10% da sua força de trabalho (118.200 trabalhadores em todo o mundo).

A companhia alemã vai deixar de estar presente no negócio de veterinária, centrando atenções na actividade farmacêutica e na agricultura.

Os cortes de postos de trabalho vão ter lugar sobretudo na Alemanha, mas afectarão a Bayer e a Monsanto, que realizaram recentemente uma fusão. A Bayer vai também abandonar a produção de protectores solares e produtos para os pés.

Com estas medidas, a Bayer duplicou a meta de sinergias a alcançar com a compra da Monsanto para 2,6 mil milhões de euros até 2022. No âmbito da saída destas várias unidades de negócio, a Bayer vai vender as marcas Coppertone e Dr. Scholl’s.

A Bloomberg adianta que este plano de reestruturação surge como resposta às críticas dos accionistas, que têm assistido a uma queda acentuada no valor das acções, devido sobretudo aos custos judiciais que a empresa enfrenta por causa de um dos seus herbicidas, que será responsável por vários casos de cancro. A capitalização bolsista sofreu uma queda de 30 mil milhões de euros desde Agosto.

Segundo a mesma fonte, este plano poderá também representar uma medida de defesa face a uma potencial aquisição hostil e entrada de mais accionistas activistas.

A notícia do corte de custos até começou por ser bem recebida pelos accionistas, uma vez que as acções subiram 3,9% na bolsa de Frankfurt. Contudo, já seguem em terreno negativo, a cair 1,01%. No acumulado do ano perdem 37,8%.

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