Construtora da família Soares ganha reabilitação da Biblioteca do Porto por 31 milhões
O projeto de reabilitação desenvolvido pelo arquiteto Eduardo Souto de Moura para o antigo Convento de Santo António da Cidade, onde foi instalada a biblioteca pública do Porto em 1842, por decreto do rei D. Pedro IV, foi adjudicada à TPS, de Amarante.
Colocou a primeira pedra em Sanche, freguesia de Amarante, poucas semanas após a sua constituição, a 9 de abril de 1997.
Aos 40 anos de idade, Fernando da Cunha Soares, juntamente com dois sócios, fundava a Teixeira, Pinto & Soares (TPS), mas dois anos depois, para dar o rumo que idealizava para a empresa, não abdicou de deter todo o capital da construtora.
Os filhos de Fernando da Cunha Soares, Bruno e Pedro Soares, atuais administradores, ainda estudavam quando começaram por substituir dois sócios fundadores.
Aos poucos foram tomando contacto, quer com a atividade, quer com a versátil acuidade profissional do pai, até que em 2005 o administrador Pedro Soares se junta a ele em definitivo e, posteriormente, em 2013, também o atual CEO, Bruno Soares.
Em 2011, a TPS conquistou a adjudicação da sua primeira obra em Lisboa, e em 2022 obteve a primeira empreitada no Algarve.
Depois de ter fechado 2025 com uma faturação de 157 milhões de euros, mais 39% do que no ano anterior, e uma carteira de obras de 303 milhões, a TPS acaba de anunciar que ganhou a empreitada de reabilitação e ampliação da Biblioteca Municipal do Porto, em S. Lázaro, pelo valor de 31 milhões de euros.
A TPS, que também já havia realizado as obras de beneficiação do Cinema Batalha, será assim responsável pela execução do projeto de reabilitação desenvolvido pelo arquiteto Eduardo Souto de Moura para o antigo Convento de Santo António da Cidade, onde foi instalada a biblioteca pública do Porto em 1842, por decreto do rei D. Pedro IV.
A intervenção agora adjudicada, que contempla a requalificação de espaços interiores e exteriores, “tem como principal objetivo a valorização e modernização do edifício, com respeito pela sua identidade arquitetónica e patrimonial, em especial pela preservação dos elementos arquitetónicos e construtivos de maior valor histórico e simbólico”, realça a TPS, em comunicado.
O projeto prevê “a introdução de melhorias significativas ao nível da funcionalidade, conforto, eficiência energética e acessibilidade, em linha com as exigências contemporâneas de utilização pública e com as novas dinâmicas de fruição cultural”, detalha a construtora amarantina.
(Notícia atualizada às 13:12)
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