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Empresas da fileira florestal oferecem bolsas de estudo para responder à procura

Altri, Corticeira Amorim, Sonae Arauco e Navigator vão financiar 22 bolsas de estudo que asseguram 100% do valor das propinas nos 3 cursos de licenciatura na área florestal que existem em Portugal de forma a dar resposta à crescente procura de profissionais no mercado.

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Maria João Babo mbabo@negocios.pt 18 de Julho de 2022 às 15:26

A Altri, a Corticeira Amorim, a Sonae Arauco e a The Navigator Company criaram uma parceria público-privada para financiar 22 bolsas de estudo que asseguram 100% do valor das propinas em cursos na área florestal na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e Universidade do Porto, no Instituto Superior de Agronomia (ISA) ou na Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC).


Em comunicado, as principais empresas da fileira florestal e as universidades explicam que esta parceria pretende "contribuir para estimular o interesse dos potenciais alunos por uma área de crescente importância estratégica para o país, aumentando a disponibilidade de especialistas na área florestal, de modo a dar resposta à crescente procura por parte do mercado de trabalho".


As quatro empresas ficarão responsáveis pelo financiamento de bolsas para os cursos de Engenharia e Biotecnologia Florestal na UTAD/UP, e ainda Engenharia Florestal e dos Recursos Naturais no Instituto Superior de Agronomia ou Ciências Florestais e Recursos Naturais na Escola Superior Agrária de Coimbra.


Em 2019, o setor florestal contabilizava perto de 100 mil trabalhadores, ou seja, cerca de 2,3% do emprego nacional.


Até ao final de 2030, a floresta portuguesa beneficiará de um investimento na ordem dos sete mil milhões de euros, estimando o Governo que sejam criados 60 mil postos de trabalho nesta área.

Citado no comunicado divulgado esta segunda-feira,  Eduardo Rosa, vice-reitor para a Investigação da UTAD, salienta que "neste momento a procura do mercado por técnicos na área florestal é muito superior à oferta" e que "este cenário vai agravar-se nos próximos anos", já que "as autarquias, as empresas e os próprios serviços do Estado vão ter necessidade de capacitar os seus quadros e apostar na sua renovação".

Realçando esta parceria inédita em Portugal, o responsável acrescenta ainda que "a dificuldade em encontrar técnicos especializados poderá ameaçar a concretização dos projetos financiados por fundos europeus".


Também para António Guerreiro de Brito, presidente do ISA, esta iniciativa  constitui "um estímulo adicional para que a procura por formação superior em ciências florestais possa crescer e consolidar-se".  

Já o presidente da ESAC-IPC, Rui Amaro, salienta que "este apoio é muito relevante, na medida em que grande parte dos estudantes que frequentam o curso de Licenciatura de Ciências Florestais e Recursos Naturais estão deslocados das suas regiões de origem".

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