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Fábrica da Sonae Capital lança maior impressora de metal 3D do mundo

A Adira, fabricante de Gaia controlada pelo grupo da família Azevedo, criou uma máquina de impressão 3D metálica de grandes dimensões que pode ser usada em vários setores, como automóvel, aeronáutica, espacial ou energia.

António Larguesa alarguesa@negocios.pt 10 de Novembro de 2020 às 16:21
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A Adira Metal Forming Solutions acaba de lançar em Portugal e em vários mercados de exportação aquela que apresenta como a maior impressora de metal 3D do mundo, que se destaca pela utilização de uma tecnologia laser com capacidade de impressão de grandes dimensões.

O anúncio do lançamento da AC210 foi feito esta terça-feira, 10 de novembro, pela companhia de engenharia industrial controlada há três anos pela Sonae Capital. Esta máquina pode ser usada em várias indústrias, da aeronáutica à espacial, passando pelos setores da energia, da prototipagem ou do automóvel.

Segundo a empresa liderada por Jorge Aguiar, este modelo permite "a criação de peças únicas para eliminar acumulação de stocks e a realização de geometrias impossíveis de concretizar noutros processos de fabrico", sendo que "o aumento de velocidade de processamento até cinco vezes com um sistema de múltiplos lasers faz disparar a produtividade". 

 

 

Cerca de 70% das vendas de 9,8 milhões de euros em 2019 foram feitas fora do país, em países como o Egito, Noruega, Austrália ou EUA. A fábrica da Adira está atualmente instalada no Parque Industrial de Canelas, em Vila Nova de Gaia, destacando-se na produção de quinadoras hidráulicas, eléctricas e híbridas, guilhotinas e células robotizadas. A área de investigação e desenvolvimento assenta na fabricação aditiva de grandes dimensões.

Com clientes em vários setores – do mobiliário aos frigoríficos, dos caixotes do lixo aos postes de iluminação –, a indústria fundada em 1956 por António Dias Ramos, que se manteve na família por 50 anos, foi comprada em 2017 pelo grupo controlado em 92,3% pela Efanor, "holding" da família Azevedo, após a conclusão da OPA. O negócio foi acertado por nove milhões de euros com António Cardoso Pinto, que foi o proprietário durante uma década.

Nos primeiros nove meses deste ano, a Adira faturou 5,3 milhões de euro, isto é, menos 14,4% face ao mesmo período do ano passado. É isso que mostram as contas enviadas pela Sonae Capital à CMVM, que até setembro registou prejuízos de 16,4 milhões de euros devido ao "impacto da pandemia de covid-19 na generalidade dos negócios".

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