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Filipe passou da moda gay para os biquínis e prevê triplicar vendas e trabalhadores

A têxtil vimaranense FLM, que fabrica produtos de moda desportiva, íntima e de banho, emprega atualmente 28 pessoas e vai mudar de instalações, prevendo triplicar a faturação para cinco milhões de euros e chegar à centena de trabalhadores nos próximos cinco anos.

Filipe Marinho, fundador e líder da FLM Têxtil.
Rui Neves ruineves@negocios.pt 13 de Setembro de 2021 às 17:38
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Nascido a 8 de abril de 1970, em Azurém, Guimarães, Filipe Marinho tornou-se empresário a meio dos anos 90 do século passado, como agente de representação de bordados e materiais para a indústria de lingerie.

 

O grande empurrão empresarial aconteceu com a parceria que fez com os espanhóis da ES Collection, que fabricavam em Portugal as suas coleções de roupa interior e de fatos de banho, os quais tinham muito saída no segmento gay.

 

Foi então como especialista na produção de moda íntima para gays que o empresário vimaranense criou, no final de 2011, a Filipe Marinho Têxteis, mais conhecida por FLM Têxtil.

 

Sempre a trabalhar em regime de "private label" (produção para terceiros), inicialmente comprava as matérias-primas e subcontratava a produção, mas em 2018 decidiu assumir o controlo de uma fábrica de confeções de Guimarães.

 

Para um investimento de 110 mil euros no reequipamento da unidade industrial e design gráfico para a área desportiva, conseguiu o apoio de fundos comunitários de mais de 50 mil euros.

 

A FLM produz atualmente produtos de moda desportiva, íntima e de banho, tendo encontrado no mercado dos biquínis uma oportunidade de expansão e de afirmação.

 

"Prestes a completar dez anos de existência, a FLM Têxtil evolui, desde 2016, de sete para 28 funcionários e de um volume de vendas de 907 mil euros para uma estimativa de 1,7 milhões em 2021", avança a empresa, em comunicado enviado às redações esta segunda-feira, 13 de setembro.

 

"A empresa investiu recentemente em tecnologia de corte laser e prevê para 2026 ter ao seu serviço uma centena de funcionários e acrescentar às atividades internas os setores de embalagem, distribuição, logística e gestão de marcas, o que lhe permitirá ambicionar um volume de vendas estimado de cerca de cinco milhões de euros", afiança a FLM Têxtil.

 

A empresa prevê, ainda, mudar de instalações para um espaço "que seja nosso, da comunidade e que esteja aberto para quem quiser dele desfrutar, criando assim uma ligação com a comunidade em que estamos inseridos. Para além disso, queremos que seja um edifício que se enquadre com a natureza e transmita a nossa missão e visão do futuro", antevê Filipe Marinho.

 

O empresário destaca, também, que a empresa obteve a certificação ISSO 9001, "a norma mais utilizada mundialmente e referência internacional para a certificação de sistemas de gestão da qualidade", e que firmou uma parceria com a Universidade do Minho com vista à adoção dos requisitos da certificação Global Recycled Standard (GRS), tendo como objetivo "reduzir o impacto da produção nas pessoas e no ambiente".

 

 

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