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Lucro da Corticeira Amorim deverá sofrer queda de 15% em 2020, diz CaixaBank/BPI

O resultado líquido da empresa portuguesa deverá sofrer uma queda homóloga de dois dígitos no ano passado, de acordo com as estimativas do CaixaBank/BPI. Os números serão divulgados dia 24 de fevereiro.

Corticeira: CaixaBI antecipa regresso de dividendo “extra” este ano
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 18 de Fevereiro de 2021 às 13:02
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O lucro líquido da Corticeira Amorim deverá sofrer uma queda homóloga de 15% para os 64 milhões de euros no ano passado, face aos 74,9 milhões de euros registados em 2019, de acordo com as estimativas dos analistas do CaixaBank/BPI, divulgadas hoje. 

Numa nota a que o Negócios teve acesso, o banco de investimento aponta também para uma queda do EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 2% para os 121,7 milhões de euros em 2020, comparando com os 124,7 milhões de euros reportados no mesmo período do ano anterior. 

Ainda assim, os analistas "esperam que a empresa apresente uma melhoria contínua na sua margem do EBITDA", que passará de 16% em 2019 para os 16,5% em 2020, segundo a estimativa. Esta margem permite perceber a relação entre o lucro líquido da empresa e o EBITDA. Estando a margem a aumentar significa que a distância entre os dois parâmetros é cada vez menor. 

Nas previsões, os analistas notam que as quedas serão idênticas noutras empresas do mesmo setor, como é o caso da Oeneo, a segunda maio produtora de rolhas de cortiça do mundo atrás da Corticeira Amorim. 

No ano passado, numa entrevista à Bloomberg, o líder da Corticeira Amorim, António Rios Amorim, previa que as receitas da empresas sofressem uma queda homóloga de 6% para os cerca de 735 milhões de euros no final do ano, devido à queda na venda de vinho e champanhe nos restaurantes e hóteis.

O que parece bater certo agora com as previsões dos analistas que, em termos de receitas, apontam para um declínio na ordem dos 6%, em termos homólogos, para os 735,7 milhões de euros. 

Na mesma entrevista, Rios Amorim apontava para uma recuperação em 2021, com as receitas a subirem de novo para os 780 milhões de euros. O CEO da maior produtora de cortiça do mundo alertava ainda que, caso as condições atuais melhorassem, poderia voltar a distribuir dividendos extraordinários em 2021, depois de ter cancelado o pagamento em 2020 ano devido à pandemia.
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