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Corticeira Amorim prevê queda de 6% nas vendas deste ano, mas recuperação em 2021

Numa entrevista à Bloomberg, António Rios Amorim prevê que as vendas caiam este ano, devido à pandemia, mas recuperem em igual volume no próximo.

Negócios com Bloomberg 13 de Novembro de 2020 às 10:08
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O líder da Corticeira Amorim, António Rios Amorim, prevê que as receitas da empresas sofram uma queda homóloga de 6% para os cerca de 735 milhões de euros no final do ano, devido à queda na venda de vinho e champanhe nos restaurantes e hóteis. Contudo, olha para o ano seguinte com otimismo, apontando a uma recuperação para os 780 milhões.

Numa entrevista à Bloomberg, o CEO da maior produtora de cortiça do mundo alerta ainda que, caso as condições atuais melhorem, poderá voltar a distribuir dividendos extraordinários em 2021, depois de ter cancelado o pagamento este ano devido à pandemia.

Para lá do plano económico, Rios Amorim olha para o crescimento no mercado do vinho e a aceleração nas vendas de rolhas de cortiça, numa altura em que também os produtores de bebidas brancas, como o gin ou o whiskey, olham cada vez mais para a cortiça como a solução ideal para terminar com o plástico nas garrafas.

É precisamente neste segmento, das bebidas espeituosas, que a Corticeira Amorim "mais está a crescer neste ano", refere numa entrevista conduzida em Mozelos, Santa Maria da Feira, onde a empresa foi fundada em 1870.

Enquanto que as rolhas de cortiça são usadas em mais de dois terços das 20 mil milhões de garrafas produzidas a cada ano, apenas mil milhões de garrafas das bebidas espirituosas - das 40 mil milhões feitas anualmente - recorrem a este material.

"O mercado de bebidas espirituosas é muito maior do que o do vinho, porque estamos a falar de todos os tipos de bebidas", refere Rios Amorim.

A empresa portuguesa não fecha a porta a novas possíveis aquisições, caso encontre as empresas ideais para impulsionar o crescimento, de acordo com o seu CEO, à imagem do que fez este ano, quando adquiriu os restantes 30% na sueca Elfverson & Co, que ainda não detinha. 

"Temos muitos novos projetos", refere Rios Amorim, acrescentando que "acreditamos muito no crescimento da cortiça e da madeira em bebidas premium porque são os segmentos que mais estão a crescer neste momento".
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