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Lucro da Navigator sobe 52% para 114 milhões até setembro

A produtora de pasta e papel aumentou as vendas para quase 1.120 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano. Para o quarto trimestre admite "uma forte pressão dos custos", com o agravamento em várias commodities, que "espera que se prolongue em 2022".

Maria João Babo mbabo@negocios.pt 28 de Outubro de 2021 às 17:11
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A The Navigator Company registou nos primeiros nove meses deste ano lucros de 114,2 milhões de euros, o que revela uma subida de 51,8% face ao mesmo período de 2020.

Em comunicado, a produtora de pasta e papel salienta que o volume de negócios aumentou até setembro 7,3% para 1.119,7 milhões de euros, "com o aumento dos volumes de papel a compensar o nível mais baixo de preços", explica, realçando, no entanto, que apesar da recuperação de preços, a média do período ainda esteja 0,5% abaixo do preço médio de 2020.

As vendas de papel representaram cerca de 73% do total, as de pasta 10%, as de tissue 9% e as vendas de energia 8%, adianta o grupo, frisando que "depois de um primeiro trimestre marcado por novas vagas de contágio de covid-19 e períodos de confinamento na maior parte dos mercados chave do grupo, assistimos a uma reabertura progressiva das economias e a uma recuperação na procura de papel".

Até setembro a Navigator atingiu um EBITDA de 246 milhões de euros, um aumento de 16,9% face ao mesmo período do ano passado.

No segmento do papel, o grupo salienta o aumento de 16% nas quantidades vendidas, para 1.081 mil toneladas, tendo, contudo, o valor das vendas sido condicionado pelo nível de preços, evidenciando assim um crescimento de cerca de 15% no período.

Já na pasta, as vendas situaram-se em 207 mil toneladas, 30% abaixo dos primeiros nove meses de 2020, "período durante o qual o grupo beneficiou de uma maior quantidade de pasta disponível para venda em resultado de menor integração em papel, face às paragens de algumas máquinas devido à pandemia e à desmobilização de stock", explica.


"A recuperação de preços de pasta verificada desde o início do ano permitiu mitigar o decréscimo de volumes e o valor das vendas no período situou-se cerca de 4% abaixo dos nove meses de 2020", diz ainda.


No negócio do tissue as vendas situaram-se em 77,8 mil toneladas, 2% abaixo do ano anterior, sendo que o preço médio de venda situou-se 1% acima, com as vendas em valor a ficarem em linha com 2020. 

Já a venda de energia elétrica totalizou até setembro 96 milhões de euros, o que representa uma redução de 12% face ao período homólogo, o que o grupo explica com "o maior autoconsumo em Setúbal, em virtude de uma avaria num transformador, que desde o início do ano impede a compra de energia externa".


Pressão sobre os custos até 2022

Ao longo dos nove meses o grupo destaca uma evolução positiva dos custos de produção de cerca de 13 milhões de euros, "essencialmente por melhorias de eficiência ao nível dos consumos específicos".


No entanto, diz antecipar "uma forte pressão dos custos no quarto trimestre, que se espera que se prolongue em 2022". "Verifica-se um agravamento recente, em várias commodities, sobretudo em reflexo do aumento de custos logísticos, da energia e do CO2", salienta.

Relativamente à logística, afirma que "apesar do momento difícil que se vive, quer ao nível de preços, quer ao nível da disponibilidade de meios, a Navigator conseguiu manter a sua atividade a 100% e operar sem qualquer disrupção de fornecimento a montante e a jusante".


O grupo reduziu até setembro os custos de funcionamento em 3 milhões de euros face ao mesmo período de 2020, tendo os custos com pessoal e manutenção registado uma evolução inversa, aumentando 16% e 8% respetivamente.


A dívida líquida remunerada diminuiu para 596,9 milhões de euros. Já o valor do investimento foi de 51,8 milhões, abaixo dos 69,7 milhões registados nos primeiros nove meses de 2020.

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