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Lucro da Semapa cai 59% para 30 milhões no primeiro semestre

O impacto da pandemia foi diverso nas participadas da holding, sendo mais significativo na pasta e papel, e menor no negócio do cimento em Portugal e Brasil.  Até junho, a Semapa cortou custos, conteve investimentos e reduziu a dívida líquida em todos os segmentos.

Semapa
Maria João Babo mbabo@negocios.pt 31 de Julho de 2020 às 19:15
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A Semapa registou no primeiro semestre deste ano um resultado líquido atribuível aos acionistas de 30,3 milhões de euros, o que revela uma quebra de 58,8% face aos 73,5 milhões obtidos no período homólogo de 2019. Na apresentação dos resultados à CMVM, o grupo explica os resultados pela evolução do EBITDA mas também por efeitos cambiais negativos na Secil, essencialmente no Brasil.

O grupo revela que o volume de negócios recuou 15,9% na primeira metade do ano para 941,8 milhões, tendo as exportações e vendas ao exterior atingido os 660,1 milhões de euros, o que equivale a 70,1% do volume de negócios.

No segmento da pasta e papel, a Navigator, que apresentou os seus resultados esta semana, registou um aumento das vendas de pasta, de 56%, e de tissue, de 10%, mas o volume de vendas de papel caiu 17%.

Já no segmento do cimento e outros materiais de construção, apesar do contexto de pandemia, o grupo, que detém a Secil, registou um crescimento do volume de negócios no mercado interno em Portugal de 5,2% e no Brasil de 13% (em moeda local).

No entanto, no seu conjunto, o volume de negócios da Secil até junho cifrou-se em 230,9 milhões de euros, 8,5% abaixo do verificado no período homólogo, devido à quebra verificada em alguns mercados, a que se somou uma "forte desvalorização cambial face ao euro, particularmente o real brasileiro.

O EBITDA do grupo atingiu, no primeiro semestre, 203,3 milhões de euros, menos 23,1% do que os 264,5 milhões de euros registados no período homólogo), dos quais 140,1 milhões foram gerados no segmento da pasta e papel, 58,5 milhões de euros no cimento e 5,1 milhões de euros no ambiente. O grupo salienta a evolução positiva conseguida no cimento, em especial em Portugal, e no ambiente, que cresceram 7,4% e 74,7% respetivamente.

A Semapa frisa ainda que em todos os segmentos de negócio foi feito um esforço acrescido de otimização de custos "com resultados muitos relevantes em particular no segmento de pasta e papel", com uma redução de cerca de 22 milhões de euros nos custos fixos.

O valor de investimento realizado no semestre situou-se em aproximadamente 62 milhões de euros - dos quais 48,7 milhões de euros na pasta e papel e 14,7 milhões nos cimentos -, o que compara com 68,2 milhões de euros no mesmo período do ano anterior.

No contexto da crise da covid-19, o grupo sublinha que continuou a trabalhar ativamente na gestão de fundo de maneio, bem como no esforço de contenção de investimentos por forma a garantir o fluxo de caixa. Desta forma, durante o primeiro semestre, a dívida líquida reduziu-se em todos os segmentos de negócio, tendo a dívida liquida consolidada atingido 1.345,7 milhões de euros, inferior em 124,9 milhões de euros à do final de 2019.

No final de junho, o total de disponibilidades consolidadas ascendia a 726,7 milhões de euros, frisando a Semapa ter, adicionalmente, um conjunto de linhas contratadas e não utilizadas no total de 256,9 milhões de euros, "assegurando desta forma uma forte liquidez neste momento de incerteza em que vivemos".

Para o segundo semestre, que o grupo considera ser de uma "conjuntura ainda de elevada incerteza", salienta os sinais positivos recentes no segmento da pasta e papel no terceiro trimestre, enquanto no segmento do cimento antevê que a pandemia continue a ter pouco impacto.

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