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Portugal regista maior queda na produção industrial na Zona Euro em agosto

No mês de agosto, Portugal sofreu uma queda homóloga de 7,2% na produção industrial - a maior entre os restantes países da Zona Euro.

Com a reabertura da atividade económica, os metais industriais têm registado uma forte valorização.
Aly Song/Reuters
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 13 de Outubro de 2021 às 11:03
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A produção da indústria portuguesa foi a que mais caiu em agosto, entre os países da Zona Euro, comparando com o mesmo mês do ano anterior, numa altura em que todo o setor está a ser apertado pelo aumento dos preços das matérias-primas, que limita a operação. 

Este indicador sofreu uma queda de 7,2% em Portugal, que lidera a tabela entre os que mais sofreram neste período em análise. Apenas três países viram este indicador encolher face a agosto de 2020, mostrando que este setor continua a ser penalizado mesmo numa altura em que se fala de recuperação face ao impacto da pandemia. A seguir, entre os que viram a sua produção encolher mais, seguem-se Malta (-4,2%) e a República Checa (-1,4%).


No geral, a produção industrial na Zona Euro cresceu 5,3% em termos homólogos, com a produção dos bens de consumo não duráveis a aumentar 11,6%, enquanto que os bens intermédios (6,6%) e os bens de capital (2,6%) registaram igualmente subidas. Na União Europeia, o índice global subiu 5,1%.

Ao contrário de Portugal, vários países da região conseguiram ver a sua indústria disparar face ao ano passado. A Bélgica (29,9%), a Irlanda (22,1%) e a Lituânia (15,4%) lideram este campo.

A subida dos preços da energia e das matérias-primas, bem como a escassez de semicondutores, tem-se feito sentir com mais força em países com uma indústria que se revela menos resiliente a choques externos como é o caso de Portugal. Ainda ontem, na apresentação do Orçamento do Estado, o ministro das Finanças anteviu uma queda no preço do petróleo no próximo ano.

As projeções do Ministério das Finanças liderado por João Leão apontam para uma desvalorização para 67,80 dólares por barril na média do próximo ano. Ainda assim, Leão é mais otimista do que o Goldman Sachs, que diz que a cotação desta matéria-prima se situe nos 80 dólares por barril.
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