Vai nascer um Centro para a Nova Indústria na “terra onde Portugal se fez”
O Centro de Interface Tecnológico e Industrial (CiTin) viu aprovada a candidatura ao financiamento para a construção do Centro para a Nova Indústria do Alto Minho (CNIAM), em Arcos de Valdevez, num investimento estimado em 4,1 milhões de euros.
"A terra onde Portugal se fez" é o epíteto de Arcos de Valdevez, pois foi aqui que as tropas de D. Afonso Henriques venceram as de Afonso VII de Leão e Castela, no chamado “Recontro de Valdevez”, em 1141, cujo desfecho é considerado o momento decisivo que permitiu a assinatura do Tratado de Zamora, em 1143, reconhecendo de facto o reino de Portugal.
Também conhecida por ser um ponto de entrada para o Parque Nacional da Peneda-Gerês e acolher a aldeia de Sistelo, chamada de “Tibete português", sendo ainda reconhecida pela posta cachena (carne de raça autóctone), Arcos de Valdevez viu finalmente aprovada a candidatura ao financiamento para a construção do Centro para a Nova Indústria do Alto Minho (CNIAM), que irá corporizar a nova casa do Centro de Interface tecnológico e Industrial (CiTin).
Numa altura em que o município avança na construção do seu quinto parque empresarial, o presidente da autarquia sublinha a importância estratégica deste investimento para o território.
“Investir no CiTin é investir no futuro de Arcos de Valdevez e de toda a região. Este centro terá a capacidade tecnológica necessária para elevar o potencial de inovação das nossas empresas e apoiá-las a competirem ao mais alto nível”, afirma Olegário Gonçalves, em comunicado.
Com uma área de implantação de 1.569,90 metros quadrados e uma área total de construção de 3.228,70 metros quadrados, a nova infraestrutura tecnológica contará com oito laboratórios temáticos dedicados à manufatura avançada (4) e à transição digital (4); “Learning Factory”, um espaço para cocriação e testes em ambiente industrial real aberto aos parceiros industriais; e a Academia CiTin, com áreas dedicadas à formação técnica especializada.
A aprovação da candidatura ao financiamento, um investimento de 4,1 milhões de euros cofinanciado pelo programa regional Norte 2030, “permite agora avançar para a abertura do concurso público da empreitada”, remata o centro liderado por Carlos Rodrigues, que também preside ao Instituto Politécnico de Viana do Castelo, parceiro estratégico do projeto.