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West Sea começa em Janeiro a recrutar 400 trabalhadores para os Estaleiros de Viana

A empresa West Sea vai começar a convocar os funcionários dos estaleiros de Viana para entrevistas de trabalho logo após a assinatura do contrato de subconcessão, prevista para 07 de Janeiro, prevendo recrutar 400 trabalhadores em seis meses.

barcos estaleiros de viana
barcos estaleiros de viana Ricardo Castelo
23 de Dezembro de 2013 às 15:14

A informação foi confirmada hoje à Lusa por fonte ligada ao processo de subconcessão dos terrenos e infra-estruturas dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) ao grupo Martifer, que para o efeito criou a empresa West Sea Estaleiros Navais.

A mesma fonte esclareceu que o presidente desta nova empresa será Carlos Martins, administrador daquele grupo privado português, que venceu o concurso público internacional da subconcessão, lançado pela administração dos ENVC.

A assinatura do contrato da subconcessão, precisou ainda, está prevista para 07 de Janeiro, prevendo-se que no dia seguinte os atuais 609 trabalhadores dos ENVC comecem a ser convocados pela West Sea para uma entrevista de recrutamento.

Num período de seis meses deverão ser criados 400 postos de trabalho nos atuais estaleiros, na área da construção e reparação naval, prevendo o novo sub-concessionário um investimento na modernização das instalações e equipamentos dos ENVC, empresa que entretanto será encerrada.

Pelos terrenos, infra-estruturas e equipamentos dos ENVC, o grupo Martifer vai pagar ao Estado uma renda anual de 415 mil euros, até 2031.

Entretanto, os 609 trabalhadores começaram na sexta-feira a aderir a um plano de rescisões amigáveis proposto pela administração dos ENVC e que vai custar 30,1 milhões de euros. Suportado com recursos públicos, prevê indemnizações individuais entre os 6.000 e os 200 mil euros, além do acesso ao subsídio de desemprego e reforma.

A 03 de Dezembro, em entrevista à agência Lusa, o presidente do conselho de administração da Martifer manifestou a convicção de que esta subconcessão permitirá fazer "reviver" a actividade da construção e reparação naval em Viana do Castelo.

"A indústria de construção e reparação naval vai continuar em Viana do Castelo", enfatizou na altura o administrador, que agora vai liderar o projecto do grupo para os antigos ENVC.

A Martifer, recorde-se, é um grupo multinacional com mais de 3.000 trabalhadores, centrando a sua actividade nos sectores da construção metálica e no solar fotovoltaico, presente na Europa, África, Américas, Ásia e Médio Oriente.

"Dizer que a construção e reparação naval vai desaparecer de Viana do Castelo é desinformação porque o projecto da Martifer, com experiência e 'know how' na área da construção e reparação naval através dos estaleiros da Navalria, passa precisamente por fazer reviver esta indústria emblemática de Viana do Castelo, com uma história de 70 anos", disse, então, Carlos Martins.

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