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Mais uma empresa da Ongoing sob administração judicial

A Insight Strategic Invesments entrou em Processo Especial de Revitalização, que visa evitar a insolvência. É uma das várias "holdings" do grupo Ongoing, que entrou em colapso com a queda do BES e da PT.

Pedro Elias/Jornal de Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 11 de Março de 2016 às 11:54
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A Insight Strategic Investments é mais uma empresa do grupo Ongoing a entrar em Processo Especial de Revitalização, plano através do qual poderá negociar as dívidas com os credores. Esta é uma forma em que tenta recuperar-se evitando a insolvência.

 

Esta sexta-feira, 11 de Março, há uma nova entrada no Citius, portal que agrega vários actos de justiça, que indica que, no dia 8, a 1ª Secção do Comércio da Instância Central da Comarca de Lisboa nomeou um administrador judicial provisório para a Insight Strategic Investments: Fernando Silva e Sousa.

É também este administrador judicial que está responsável por acompanhar o PER da Ongoing Strategy Investments, a "holding" de todo do grupo que era accionista da antiga Portugal Telecom. Aliás, foram o fim do recebimento de dividendos da operadora e a queda do Banco Espírito Santo que trouxeram dificuldades ao grupo liderado por Nuno Vasconcellos (na foto). 

A Ongoing é a accionista maioritária da Insight que, por sua vez, detinha uma participação maioritária sobre a Nivalis que era quem, directamente, tinha a participação na Pharol (antiga Portugal Telecom) – parte dessa posição, que chegou a ser de 10%, acabou por ser executada pelo Banco Comercial Português. Neste momento, o grupo já não tem uma participação qualificada na Pharol. 

Neste momento, ainda não há uma lista provisória dos créditos de cada uma das empresas. Os credores têm 20 dias a partir da publicação do PER (no caso da Insight foi esta sexta-feira) para fazer chegar a sua reclamação de dívida junto do administrador judicial. Sob um PER, a empresa fica obrigada a ceder as suas instalações à vontade do administrador e tem também de fornecer "todas as informações necessárias ao desempenho das suas funções". O único credor que surge já é a Valadas Coriel e Associados, uma sociedade de advogados com sede na Baixa de Lisboa.

  

O colapso do grupo de Nuno Vasconcellos acaba por deixar em dificuldades um dos seus activos mais mediáticos: a posição na ST&SF, que é a detentora directa do Diário Económico e da ETV. Esta quinta-feira, os trabalhadores da publicação diária fizeram greve por ainda não terem recebido os salários de Janeiro e Fevereiro, motivo pelo qual não há uma edição em papel esta sexta-feira. A direcção, liderada por Raul Vaz, está demissionária por considerar que não tem condições para assegurar um trabalho de qualidade sem soluções apresentadas pela administração (a venda da publicação não foi conseguida até aqui). Gonçalo Faria de Carvalho tem sido o interlocutor da administração junto da redacção. Ainda não foi apresentado qualquer processo de PER ou insolvência em relação à sociedade ST&SF.

 

No Brasil, o grupo, que ambicionava criar uma insígnia no mercado da comunicação social da lusofonia, também está a enfrentar problemas, sendo que também os trabalhadores da sociedade Ejesa, que detém os jornais O Dia e Meia Hora, fizeram uma paralisação no mês passado devido a salários em atraso. 

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