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Morreu Nuno Rocha, fundador do Tempo

Nuno Rocha, fundador do semanário Tempo, morreu. Em 1976, nos seus tempos áureos, o jornal chegou a vender mais de 100 mil exemplares. O velório realiza-se amanhã, dia 6, na Igreja de Santo António no Estoril.

05 de Julho de 2016 às 15:49

Nuno Rocha, fundador e director do semanário Tempo morreu esta terça-feira, 5 de Julho, aos 83 anos. O Tempo foi lançado a 29 de Maio de 1975 e fechou em 1990, quando já era propriedade de Horácio Roque.

Após ter vendido o Tempo, Nuno Rocha (ao centro na fotografia) foi professor de jornalismo na Universidade Independente. Começou a carreira como jornalista no Primmeiro de Janeiro, Diário de Lisboa e no Diário Popular, onde conheceu Francisco Pinto Balsemão.

Nuno Augusto Ferreira Alves Rocha, de seu nome completo, nasceu no Porto a 13 de Fevereiro de 1933. Dirigiu o Tempo até 1988, tendo depois sido nomeado director da escola de jornalismo da Universidade Independente e em 1996 fundou a revista Media XXI.

Nos seus tempos áureos, em 1976, o Tempo, que se situava ideologicamente no espaço de centro-direita, chegou a vender 100 mil exemplares, rivalizando com os outros dois semanários existentes na altura, o Jornal e o Expresso.

Um artigo assinado por Pedro Correia, intitulado "Os ‘pasquins’ que faziam frente ao poder político" publicado no Diário de Notícias em Agosto de 2005, sintetizava assim o Tempo.

"O jornal, que saía às quintas-feiras, adoptou um modelo gráfico inspirado no Le Monde e afirmava-se ‘progressista, em busca da justiça social, disposto a recolher nas suas páginas as vozes progressistas de todos os partidos’. Mas depressa adoptou um ideário de centro-direita, próximo do PSD".

E acrescentava. "Paulo Portas, que viria a fundar o semanário O Independente e a liderar o CDS, iniciou o seu percurso de jornalista no Tempo, que tinha Vera Lagoa e Manuel de Portugal entre os seus colunistas de maior sucesso e possuía uma boa rede de correspondentes internacionais - incluindo José Ramos-Horta em Nova Iorque e Leonor Xavier no Rio de Janeiro. Nos momentos mais quentes daquele Verão, o jornal vendia 150 mil exemplares".

O velório deccore amanhã, dia 6 de Junho, a partir das 17h00 na Igreja de Santo António no Estoril e a missa realiza-se no dia 7 pela 10h30.

(Notícia actualizada com mais informação às 16:15 e às 18:13 com pormenores relativos ao velório)

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