O Negócios pergunta. Maioria acredita que vai ser possível um acordo sobre a lei laboral
O Negócios desafiou os seus leitores a responderem a uma pergunta no canal do WhatsApp sobre as negociações, avanços e recuos do diploma que tem dividido Governo, patrões e centrais sindicais. Eis as conclusões.
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Os líderes da UGT e das confederações patronais saíram, esta terça-feira, de mais uma reunião de quatro horas no Ministério do Trabalho (MTSSS) sem vontade de falar aos jornalistas, mas acabaram por dizer, lado a lado e em frente às televisões, que a negociação não ficou concluída.
“Estamos numa fase negocial que não está concluída. Para continuar nessa fase negocial precisamos de mais tempo”, disse Armindo Monteiro, presidente da Confederação Empresarial (CIP), que à entrada para a reunião tinha dito que esperava que o encontro fosse conclusivo. “Estamos a construir soluções”, tendo em conta as visões "diferentes" de cada parte.
"O trabalho de negociações “não acabou”, referiu Mário Mourão, secretário-geral da UGT, desvalorizando aquela que acabou por ser uma breve declaração conjunta com os líderes da CIP e da CCP. “Não significa nada, significa que a reunião acabou. Continuamos as negociações. As reuniões não acabaram”, disse. Ao contrário do que tem sido habitual, a ministra do Trabalho, Rosário Palma Ramalho, não falou aos jornalistas.
Questionados sobre as negociações sobre a lei laboral, a votação foi equilibrada mas a maioria (82) acredita que Governo, patrões e UGT vão chegar a um acordo, sendo que 54 inquiridos estão muito otimistas. Por outro lado, 68 leitores estão mais céticos. Há ainda 23 inquiridos sem opinião.
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