Tecnologias Altice espera mais erosão de margens no segmento empresarial em Portugal

Altice espera mais erosão de margens no segmento empresarial em Portugal

A Altice acredita que o negócio empresarial em Portugal vai continuar a sofrer erosão das margens.
Altice espera mais erosão de margens no segmento empresarial em Portugal
Alexandra Machado 17 de maio de 2018 às 15:08
A Altice admite que as margens em Portugal do negócio empresarial vão continuar a cair, com a competitividade do mercado que leva à descida de preços.

Isso mesmo admitiu o grupo francês na conferência telefónica com analistas que decorreu esta quinta-feira, 17 de Maio.

No primeiro trimestre este negócio caiu, e em 2018 é esperada "mais erosão da margem".

Nos três primeiros meses do ano o negócio empresarial (B2B) teve uma queda nas receitas de 4,3%, devido às descidas de preços dos serviços assentes na rede tradicional de cobre, que enfrentam, diz o grupo no comunicado, "uma competição intensa".

Também o negócio grossista (a outros operadores) teve uma queda de 5,7%, o que a Altice justifica com o facto de os seus concorrentes estarem a substituir o cobre e circuitos que alugavam ao Meo pelas suas próprias infra-estruturas. 

No negócio de consumo (B2C), as receitas fixas caíram 11,9%.

A Altice revela, no entanto, que estas quedas se devem à receita extraordinária há um ano pela venda de uma carteira de créditos classificados como incobráveis, num total de 11 milhões de euros. Sem esse efeito extraordinário, a queda no segmento empresarial teria sido de 2% e no consumo de 6%.

As receitas da Altice Portugal caíram 4,5% ou 6,5%, incluindo o efeito extraordinário, para 507 milhões. O EBITDA ajustado caiu 10,6% sem efeito extraordinário ou 14,6% reportado para 219 milhões.

A Altice indicou, ainda, que continua o processo de venda das torres móveis em Portugal (cerca de 3 mil) e França (cerca de 10 mil), desinvestimento que deverá ficar concluído no segundo semestre.

(Notícia corrigida na queda das receitas de consumo que foi de 6% sem efeitos extraordinários)



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mais votado Anónimo Há 1 semana

Caro Jornal de Negócios, é um facto que a Altice em Poortugal, tal como outras organizações portuguesas, está de mãos e pernas atadas devido ao governo socialista, à constituição do PREC de 1976 e à legislação laboral. E isso tem feito e continuará a fazer toda a diferença pela negativa. "As empresas de telecomunicações, tal como outras companhias dos sectores tecnológicos, estão a reestruturar-se, eliminando postos de trabalho a favor da automação, e reposicionando-se em novos projectos" Fonte: “Telecommunications providers, like other tech companies, are undergoing restructuring, losing jobs to automation, and pivoting to new projects,” (Relatório da Challenger, Gray & Christmas de Março de 2017) https://www.challengergray.com/press/press-releases/2017-march-job-cut-report-cuts-rise-17-percent-telecom-retail

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Anónimo Há 1 semana

O mal de Portugal é terem transformado as carreiras no sector público, capitalismo de compadrio subsidiado incluído, numa espécie de Estado Social paralelo onde a prestação social se chama salário em vez de subsídio temporário de desemprego ou rendimento mínimo.

Anónimo Há 1 semana

Quem está a acabar com milhões de empregos e com a Altice, Nos e Vodafone é o Facebook, a Google, o Viber, o WhatsApp e o Skype.

Quando é que a Anacom ACABA COM OS MONOPÓLIOS AMERICANOS destruidores de tudo? Senão acabarem vão ter dezenas de milhares de desempregados, eu inclusive.

Anónimo Há 1 semana

Os legisladores laborais portugueses que aprendam com os melhores s.f.f.. "BT cuts 13,000 jobs to slash costs" www.bbc.com/news/business-44065422

Anónimo Há 1 semana

Sindicalistas e esquerda caviar, deixem de querer tapar o sol com uma peneira. Não atrasem ainda mais este país com o vosso pensamento medíocre. "Vodafone Prioritizes Automation as Efficiency Bolsters Margins" https://www.lightreading.com/automation/vodafone-cut-3300-jobs-last-year-prioritizes-automation/d/d-id/743083

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