Tecnologias Hackers vão estar “refugiados” no Porto a criar app sociais

Hackers vão estar “refugiados” no Porto a criar app sociais

Mais de 150 pessoas vão estar juntas quase 48 horas ininterruptas no Porto, a 5 e 6 de Maio, para criar soluções tecnológicas capazes de aumentar o bem-estar dos jovens e dos idosos, assim como a integração social dos refugiados. Os melhores ganham dinheiro e acesso à Web Summit.
Hackers vão estar “refugiados” no Porto a criar app sociais
Bloomberg
Rui Neves 26 de abril de 2018 às 11:34

O "Hack For Good" está a chegar ao Porto. À terceira edição, a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu promover esta iniciativa na cidade Invicta, que terá como palco o Palácio dos Correios, situado mesmo ao lado do edifício da Câmara Municipal, no primeiro fim-de-semana de Maio.

 

Ao longo de quase 48 horas ininterruptas, programadores, criativos, engenheiros, gestores, designers e outros profissionais ligados à tecnologia, irão participar nesta maratona de desenvolvimento tecnológico, com o objectivo de criar soluções capazes de aumentar o bem-estar das camadas mais novas da população, a que se juntam os dois desafios das edições anteriores - a integração de refugiados e migrantes e bem-estar dos idosos.

 

"Será uma maratona digital de onde ninguém sai nem para dormir, pois a noite será passada no Palácio", enfatiza a Calouste Gulbenkian, em comunicado.

 

Com início às 10 horas de sábado, 5 de Maio, o primeiro dia irá terminar com uma sessão de "Power Up" às 5 da madrugada. Domingo arranca às 8 horas com o pequeno-almoço e deverá terminar às 17:30 com o anúncio dos vencedores e festa de encerramento.

 

O vencedor do "Hack For Good" de 2018 será contemplado com um prémio monetário de cinco mil euros, enquanto o segundo levará para casa dois mil. Ambos terão ainda participação garantida na Web Summit, que realizar-se-á em Lisboa, entre os dias 27 e 29 de Novembro.

 

Um dos vencedores da edição de 2017 foi aplicação Ximi, que visa combater a solidão com uma app. Nasceu em 30 horas das cabeças de Luís Curvelo e Pedro Santos, que pretendiam promover o envelhecimento activo.

 

Ximi (cujo nome deriva da palavra "proximidade") pretende combater a solidão e o sedentarismo dos mais velhos, criando dinâmicas de interacção e de convívio.

 

"Funciona com um conjunto base de utilizadores, com os quais a app interage lançando desafios e desencadeando contacto social entre os utilizadores. A aplicação tem também uma espécie de agenda médica, que pode ajudar na toma dos remédios e nas visitas ao centro de saúde", realça a Calouste Gulbenkian.

 

"Embora a solidão seja um problema transversal, que afecta pessoas de todas as idades, estamos actualmente a trabalhar num segmento específico: adultos, activos, entre os 50 e os 69 anos. Mas temos consciência que poderemos muito rapidamente atingir outros segmentos", assume Luís Curvelo.

 

No mesmo comunicado, a Calouste Gulbenkian avança que o lançamento do Ximi no mercado nacional está previsto para Junho próximo e que a aplicação será gratuita para os utilizadores.

 

 O objectivo "é que possam acumular pontos que resultem das interacções com outros utilizadores para serem trocados por ‘vouchers’ ou ofertas disponíveis na plataforma através de parcerias, por exemplo, na área da comida saudável".

 

A edição de 2017 da "Hack for Good  foi ganha pela plataforma Portuguese Women in Tech, com o projecto Cura, uma aplicação que põe em contacto, de forma anónima, mulheres migrantes e médicos voluntários.




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