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Português CEiiA lança OPT mundial de carbono em Nova Iorque

O Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto, com sede em Matosinhos, vai a Nova Iorque na terça-feira, 14 de maio, fazer o lançamento mundial da sua plataforma AYR, a primeira do mundo que permite a quantificação, valorização e transação do carbono poupado nas cidades.

Rui Neves ruineves@negocios.pt 10 de Maio de 2019 às 14:20
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Depois de, ainda recentemente, o trabalho que desenvolve na área da mobilidade sustentável ter sido reconhecido pela ONU como um caso de estudo, o Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto (CEiiA) vai a Nova Iorque, na próxima terça-feira, 14 de maio, promover o lançamento mundial da sua plataforma AYR, que garante ser "a primeira a nível mundial que permite a quantificação, valorização e transação do carbono poupado nas cidades de todo o mundo".

 

A apresentação será realizada na "Smart Cities New York", que se apresenta como a principal evento da América do Norte na área das cidades inteligentes, onde o CEiiA revela que pretende "captar a atenção de decisores e investidores a nível mundial que antecipam e melhoram a vida das cidades do amanhã". Prepara-se, assim, para lançar uma espécie de OPT (oferta pública de troca) carbónica.

 

O CeiiA, que apresentou esta sexta-feira, aos jornalistas, a plataforma AYR, explica que foi o desafio lançado pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, de "colocar um preço sobre o carbono", que o inspirou a desenvolver uma nova abordagem aos mercados de carbono centrada na "valorização das emissões evitadas".

 

A plataforma AYR, enfatiza, "é a primeira plataforma de quantificação, valorização e transação de emissões evitadas de gases com efeito de estufa (GEE) que recompensa e incentiva comportamentos sustentáveis e surge como instrumento fundamental para a descarbonização dos territórios, nomeadamente das cidades".

 

Uma plataforma que, afiança, representa uma nova abordagem aos mercados de carbono, os quais "se centraram até agora na ‘compensação das emissões geradas’, como acontece com o Comércio Europeu de Licenças de Emissão (CELE)", refere, em comunicado.

 

Lembrando que, ao adotarem modos de mobilidade sustentáveis, por exemplo, uma bicicleta elétrica em detrimento do automóvel privado com motor de combustão interna, os utilizadores estão a evitar emissões de CO2, explica que estas emissões são quantificadas e valorizadas em créditos, através da plataforma AYR, que assenta em tecnologia "blockchain", sendo armazenados numa carteira digital AYR.

 

Os AYR podem, depois, ser transacionados por bens e serviços verdes, dando como exemplos descontos em serviços de mobilidade sustentável, na fatura de eletricidade associada ao carregamento de veículos elétrico ou na aquisição de serviços culturais, entre outros.

 

De acordo com o CeiiA, as empresas participantes no ecossistema AYR, quer sejam operadores de mobilidade e energia quer outro tipo de entidades tomadoras de créditos de carbono, podem aderir ao sistema "por uma questão de responsabilidade social e ambiental, valorização de marca e angariação de novos clientes", acrescentando que "outros benefícios podem ainda ser criados por municípios que incorporem o conceito AYR na sua estratégia de descarbonização"

 

No âmbito do desenvolvimento da plataforma AYR, o CEiiA lançou, a 2 de abril passado, o projeto-piloto WeShare by AYR junto da sua comunidade de colaboradores, que consiste em compensar os utilizadores de transporte limpo com créditos transacionáveis. À boleia, Matosinhos tornou-se a primeira zona livre tecnológica nacional.

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