Pharol passa de lucros a perdas no semestre

O resultado líquido consolidado da Pharol no primeiro semestre de 2018 foi negativo em 2,8 milhões de euros.
Miguel Baltazar
pub
Carla Pedro 10 de setembro de 2018 às 20:31

A Pharol registou um prejuízo de 2,8 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano, contra lucros de 200 mil euros no período homólogo de 2017, anunciou a empresa em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A contribuir para as perdas estiveram os custos operacionais consolidados no montante de 2,4 milhões de euros, uma perda de 128 mil euros na desvalorização da opção de compra, e outros custos financeiros líquidos incluindo a desvalorização do real face ao euro no montante 251 mil euros.

Já o EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) diminuiu de 2,6 milhões de euros negativos para 2,4 milhões de euros negativos.

O capital próprio ascendia a 234,5 milhões de euros no final de Junho, em comparação com 261,8 milhões no final de 2017, o que corresponde a uma redução de 27,3 milhões de euros.

Esta diminuição do capital próprio reflecte o resultado líquido negativo gerado no primeiro semestre e a desvalorização da participação na Oi no valor de 24,7 milhões de euros, salienta a empresa liderada por Palha da Silva (na foto).

pub

A Pharol detinha uma participação de 27% na Oi, mas essa posição baixou para 7,6% após a empresa ter decidido não participar na recapitalização da operadora brasileira através de conversão de dívida, primeira etapa dos dois aumentos de capital previstos no âmbito do plano de recuperação da empresa de telecomunicações brasileira. 

A segunda etapa será realizada através da injecção de dinheiro e a Oi tem planeado angariar 4 mil milhões de reais. A operação, aprovada pelos accionistas no final do ano passado e pela justiça brasileira no âmbito do plano de recuperação judicial, deve ficar concluída até ao final do ano. 

Na passada sexta-feira, os accionistas da Pharol aprovaram, em assembleia-geral, avançar com um aumento de capital, dos actuais 26,89 milhões de euros para até 55,48 milhões, isto para poder participar na injecção de dinheiro na brasileira Oi.

A Oi voltou a registar prejuízos no segundo trimestre do ano. Contudo, os resultados dos primeiros três meses seguraram o semestre, que se saldou com um resultado líquido positivo.

Com efeito, a operadora brasileira registou prejuízos de 1,2 milhões de reais no segundo trimestre, mas nos primeiros três meses do ano alcançou lucros de 30,5 milhões. Desta forma, o balanço dos primeiros seis meses foi um lucro de 29,2 milhões de reais.

pub

pub